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26/06/2011

Madeireiro, com muito orgulho!

Há tempos que se dissemina nos mais diferentes ramos da sociedade um pensamento absolutamente errôneo de que o madeireiro é o grande responsável pela devastação de florestas e pelos problemas ambientais.

Foto por Bella Marie
Há tempos que se dissemina nos mais diferentes ramos da sociedade um pensamento absolutamente errôneo e que por pura ignôrancia dos que propagam, somados ao interesse de alguns de que estas informações continuem assim, obscuras, de que o madeireiro é o grande responsável pela devastação de florestas e pelos problemas ambientais.
 
Não é de hoje que que tais ideias absurdas são propagadas aos quatro ventos sem que de maneira responsável seja discutido o tema, uma pessoa minimamente inteligente vai concluir facilmente este raciocínio que eu coloco a seguir.
 
Partindo de um princípio lógico, a matéria prima da indústria madeireira são toras de madeira extraídas de maneira sustentável de florestas em pé, note isso, florestas em pé.
 
Já perceberam que toda vez que você assiste uma reportagem como temos visto, onde correntões são utilizados para derrubar a floresta, ou então onde toda a floresta já está derrubada ou pegando fogo, de maneira instantânea se atribui aquele fato à indústria madeireira?
 
Ora, acabei de colocar, ao madeireiro a floresta só interessa em pé, para o madeireiro um campo de soja ou uma pastagem de nada interessam, interessa sim a floresta de onde podem ser extraídas apenas aquelas árvores de aproveitamento comercial, e para isso, ela precisa estar lá, de pé, preservando seu ecossistema e se regenerando para uma futura extração sustentável dentro de mais alguns anos, sem que isso importe em exterminá-la, repito, ela só interessa em pé.
 
Por isso, é mais que correto dizer que o madeireiro é sim um guardião da floresta, e porque esta ideia do madeireiro como um guardião tem se propagado? Simples. Com o manejo florestal sustentável, a floresta cria um valor econômico, logo, seus proprietários não precisam derrubá-las para dar destinação agropastoril, ela preservada e utilizada de maneira sustentável tem enorme valor ecônomico, é ambientalmente correta, e ainda, é renovável, ou seja, poderá ser explorada futuramente.
 
E o leitor pode estar se indagando no seguinte sentido: Nem todas as florestas são exploradas de maneira sustentável! Infelizmente é verdade, apesar de afirmar que esta realidade tem mudado de maneira drástica, eu devolvo a pergunta de maneira retórica: Por acaso é melhor explorá-la dando a ela valor econômica sem derrubá-la, ou seria melhor colocá-la no chão? De certo que o leitor inteligente optará pela primeira.
 
Ainda nessa linha, e para que seja de uma vez por todas estirpada do senso comum a ideia de que madeireiro é inimigo da floresta, quando na verdade a este ela só interessa se preservada, trago ainda outras reflexões: Você já deve ter ouvido falar em bancadas ruralistas, sim, são deputados federais e estaduais, além de senadores, que defendem os interesses do seu setor de maneira ferrenha nas casas do povo, agora pergunto: Já ouviu falar em bancada da madeira? Não, ela não existe, por isso é mais fácil despejar as responsabilidades no madeireiro deixando a este todo o fardo ambiental.
 
É inegável que o mundo vive uma onda verde, e que preservar é preciso sim! E assuntos relacionados ao meio ambiente são corriqueiros na imprensa dada a importância do assunto, e é desta forma que o madeireiro encara isso, com responsabilidade.
 
O tema ambiental é tão sério e tem sido destaque pelo menos da última década pra cá, que a fiscalização sobre o setor madeireiro aumentou de maneira incomparável se visto a outros setores da economia, e por isso, mesmo admitindo que hajam laranjas podres no setor como em qualquer outro ramo da sociedade, o setor madeireiro orgulha-se em dizer que é um dos mais fiscalizados da nação, e que possui resultados satisfatórios, você já deve ter visto carga de madeira apreendida e isto merecendo destaque em grandes telejornais, o que você talvez não saiba, e ninguém se esforça pra que você saiba, é que bem menos de 1% do que é produzido no setor madeireiro sofre alguma apreensão, ainda assim, a maioria é revertida depois de recursos. E agora? Qual outro setor trabalha de maneira tão legal?
 
Não bastasse a pouca representatividade política do setor, ou nenhuma, ainda existe uma mídia desinformada sobre o setor e que na maioria dos casos é vítima das citadas bancadas, este texto não tem por escopo afrontar a agroindústria nos seus mais diferentes setores, mas também não furta-se ao debate, seu único objetivo é mostrar que o setor madeireiro nem de perto merece a imposição negativa que tem.
 
O grande mote do momento, seja de políticos, ou ainda, de empresas e grandes corporações, é relacionar a sua imagem ao ambientalmente correto, cito um exemplo pra ilustrar melhor: No programa do Faustão, em homenagem aos 45 anos da Rede Globo, a empresa carioca mencionava as milhares toneladas de ferro que utiliza, as milhares de toneladas de pregos que utiliza ao longo do ano para suas produções, mas sequer cita uma tábua de madeira, então usa os pregos pra fazer o que? Entenderam o raciocínio, nenhuma grande corporação, seja ela qual for, quer seu nome ligado ao consumo ambiental.
 
Logo, o mais fácil é apontar o dedo (mesmo que sujo) para um setor que há tempos sofre de boi de piranha para outros, para setores que não dão a destinação correta ao lixo que fabricam, os supermercados que não trocam as sacolas de plástico por de papel e ainda embalam tudo, aquele que demora no banho, as ONG´s que estão vendendo nossa amazônia na cara de todos nós, parecem encontrar alento ao terem em quem jogar a culpa toda.
 
Acorda, Brasil!
 
Marcio Goliceski é advogado e madeireiro, com muito orgulho!


Fonte: Painel Florestal



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Comentário(s) (4)


M. G. disse:

25/09/2011 às 19:30

Prezado Márcio,

Bom texto, nos leva de fato a uma reflexão maior sobre o tamanho da complexidade da devastação de nossas florestas. Demonstra que a imprensa nos "vende" informações maquiadas, colocando atrás da cortina o maior culpado, o poder público, através de sua bancada ruralista. Precisamos de alimentos, mas estes podem ser tranquilamente produzidos com sustentabilidade e garantia das matas em pé, é só uma questão de planejamento.

Abraços,
G. M.

midyferrari disse:

04/07/2011 às 10:25

Bom dia,
Até que enfim alguem se lança para defender a classe.
Parabens pela grande reportagem
abraços
midy.

Nilton Schneider de Souza _ Engenheiro Florestal disse:

01/07/2011 às 22:24

Olá Marcio

A verdade,que em nosso pais,quem determina e divulga as leis,são, Americanos,Ingleses,
Asiatícos e outros mais.Mandam dinheiro para os écoilógicos espalharem as notícias que os madereiros são os verdadeiros responsáveis pelas desgraças dos desmatamentos que ocorrem no
Brasil.È isso aí Sr. Advogado e Madereiro,temos que colocar a boca no trombone e denunciar os
impatriótas que trabalham a serviço de outras nações, e que não sabem ou não querem saber que
os madereiros retiram da floresta somente as espécies florestais com diâmetros compatíveis com
a possibilidade de produzir madeira.Que desmata é o pecuarista e agricultor(grandes agricultores).O madereiro usa do manejo florestal sustentável ou melhor,pratica a EXPLOTAÇÂO
florestal,sem eliminar as espécies da cobertura do solo.

magno Köhnlein disse:

27/06/2011 às 10:15

Muito bem colocado e esclarescido.
Saliento ainda que quem acaba de vez com as florestas são expecificamente dois ramos.
Agropecuária e Agricultura. Para esses, a floresta só atapalha e toma espaço. Não sabem trabalhar com ambos os segmentos. Náo veem lucro no aproveitamento florestal.

Magno. Administrador, Empresario Metalurgico.

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