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09/06/2011

Redução de emissão de carbono, fundo para financiar conhecimento científico e novos parceiros do Projeto Biomas

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu falou sobre os projetos.

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou durante evento na sede da entidade, em Brasília, que os agricultores brasileiros são os únicos produtores do mundo que estão falando em preservação do solo, da água, da biodiversidade e em corrigir erros cometidos no passado, além de diminuir o desmatamento. “Os produtores estão interessados em contribuir voluntariamente para as metas que foram estabelecidas pelo governo brasileiro”, afirmou a senadora Kátia Abreu ao anunciar o Programa de Governança Climática para uma Agricultura de Baixo Carbono (PABC) para reduzir a emissão de carbono por parte do setor agropecuário.

O novo programa reforça o compromisso dos produtores rurais com a preservação ambiental. Dentro do PABC, será criado o Observatório Tecnológico do Clima, que terá a função de medir, efetivamente, o que o setor emite de gases de efeito estufa (GEE) e o carbono que as atividades agropecuárias retêm. “Essa medida é essencial nesse debate porque as pessoas só medem o que o setor agropecuário emite e não o que nós seguramos na terra”, alertou a senadora Kátia Abreu. Os consultores contratados para a elaboração do PABC lembraram que os produtores rurais têm assumido posição de protagonismo nesse debate.

A presidente da CNA anunciou, também, a adesão de três novos parceiros ao Projeto Biomas, iniciativa da entidade em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Juntos, Monsanto, John Deere e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), investirão, nos próximos anos, cerca de R$ 11,8 milhões na fase inicial de execução do projeto, que tem o objetivo de garantir uma atividade rural sustentável, conciliando o crescimento da produção de alimentos e a preservação do meio ambiente nos seis biomas brasileiros (Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia, Caatinga, Pampa e Pantanal). Com esta iniciativa, a CNA, a Embrapa e os parceiros do projeto pretendem democratizar a pesquisa científica, oferecendo gratuitamente instrumento técnico-científico a pequenos e médios produtores rurais. Assinaram o termo de cooperação com a CNA o diretor técnico do SEBRAE, Carlos Alberto Santos, o diretor da Monsanto, Rodrigo Almeida, e o diretor da John Deere Brasil, Alfredo Miguel Neto.

A presidente da CNA lembrou, ainda, o potencial econômico da silvicultura e sua importância fundamental para o Projeto Biomas. Assinou, durante a cerimônia, portaria que instala oficialmente a Comissão Nacional de Silvicultura da CNA, que será presidida pelo vice-presidente de Finanças da entidade, Ademar da Silva Júnior. A senadora Kátia Abreu anunciou, também, a criação da Comissão de Solos e Água da entidade, que reafirma a necessidade “vital” do solo e da água para o setor agropecuário.

Fomento à Produção Científica - Outra ação anunciada pela presidente da CNA foi a criação do Fundo de Apoio à Produção do Conhecimento Científico (FACC), que servirá como fonte de recursos para incentivar a produção de trabalhos de pesquisa científica voltados à sustentabilidade da atividade agropecuária. A senadora Kátia Abreu informou que a idéia é propor a participação do setor privado neste processo, diante da escassez de profissionais acadêmicos que realizam trabalhos sobre o tema. Outro fator que estimulou a criação deste fundo foi o baixo volume de recursos da Embrapa para financiar trabalhos acadêmicos, que somam R$ 2,5 milhões para a agricultura de precisão nos próximos quatro anos.

“Esse dinheiro não significa nada em termos de pesquisa e a Embrapa há muito tempo não faz concursos para renovar o quadro de pesquisadores. Conversamos com várias empresas que vamos abrir um cardápio para quem quer investir”, enfatizou a senadora. Ela acrescentou que a CNA pretende aproximar mais a pesquisa do setor privado. “No Brasil há uma distância entre academia e empresários, o que não acontece em outros países, onde ambos andam lado a lado. Queremos mostrar que o setor pode ajudar a academia”, ressaltou. Outro objetivo do fundo é conceder bolsas de estudo para alunos que fazem mestrado e doutorado nos cursos de Ciências Agrárias, com foco em agricultura de baixo carbono, agricultura de precisão e matas ciliares.


Fonte: CNA



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