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14/04/2011

Brasil exporta plano de combate a queimadas

Amazônia Sem Fogo, desenvolvido pela Cooperação Italiana e pelo Ministério do Meio Ambiente, será levado à Bolívia.

A educação dos pequenos produtores rurais é a principal ferramenta utilizada pelo programa Amazônia Sem Fogo para reduzir as queimadas na Floresta Amazônica. Graças à alternativa oferecida pelo plano, vários agricultores substituíram a prática destrutiva pelo manejo sustentável da pastagem.

Essas atividades foram fundamentais para reduzir os focos de incêndio entre 50% e 98% nos 146 municípios atendidos pelo programa. Agora, a iniciativa será exportada para a Bolívia, que também vive o desafio de conservar a região amazônica.

O programa começou em 1999, com parceria da Cooperação Italiana com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). No início tinha como objetivo cooperar com os governos estaduais e sobretudo municipais, para que assumissem o compromisso de reduzir as queimadas. A partir de 2007, com o maior protagonismo do ministério, o projeto passou a integrar também a política de capacitação dos pequenos produtores.

Entre as técnicas ensinadas aos produtores da região amazônica estão a recuperação de área degradada; o manejo de pastagem sem o uso do fogo; e a implantação de sistemas agroflorestais. O projeto também incluiu a capacitação de reciclagem de resíduos de madeiras para as serrarias da região.

"Os resíduos eram usados como carvão. Mostramos que esse rejeito tem potencial econômico e que pode ser incorporado no design de produtos", diz Paulo Cabral, diretor de Desenvolvimento Rural Sustentável do ministério e responsável pelo programa.

Segundo Cabral, o sistema de capacitação tem a virtude de envolver os produtores no combate às queimadas. "Muitas vezes as comunidades locais reclamam que só recebem ações de controle, como multas por causa da queimada. Com o programa, puderam desenvolver técnicas economicamente viáveis para substituir a queimada", afirma.

Desde 2009 o programa passou a incluir a formação de propriedades modelos, para que as técnicas sejam demonstradas e vistas na prática pelos agricultores. Atualmente existem 11 propriedades desse tipo e outras 24 devem ser instaladas neste ano, em oito polos regionais. "Cada polo contempla de oito a dez municípios, e o modelo aplicado nas propriedades foi escolhido pelos próprios produtores", diz Cabral.

Segundo o ministério, a iniciativa já beneficiou 1,2 milhão de pessoas e assinou 60 protocolos com municípios envolvidos, que significaram o compromisso de continuidade das ações já em desenvolvimento.

Desde que as ações de capacitação começaram, o programa já formou 400 multiplicadores. São produtores rurais dos três estados atendidos pelo programa - Acre, Mato Grosso e Pará - que já adotaram as práticas e agora ajudam a repassar as técnicas para outros.

Os técnicos frequentam cursos em centros de formação que foram criados em Rio Branco (AC), Juína, Alta Floresta, São Félix do Araguaia (MT), Belém, Santarém, Altamira e Itaituba (PA). Esses centros servem ainda como espaço de capacitação continuada, utilizados inclusive para iniciativas locais coletivas e de outros projetos do MMA que funcionam nos estados.

Segundo levantamento do Amazônia Sem Fogo, de toda a área queimada da Amazônia, cerca de 70% são acidentes, especialmente devido à falta de controle das queimadas feitas para roçados. A Itália vai investir US$ 2 milhões e o Brasil quase US$ 1 milhão na ampliação do projeto - agora como programa de governo para a Bolívia, que é um dos países que compartilham a floresta amazônica em seu território.


Fonte: Brasil Econômico



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