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11/04/2011

II Semana Florestal Brasileira começa em Campinas

A II Semana Florestal Brasileira começou nesta segunda-feira, 11, com auditórios lotados. Mais de 1.200 pessoas estão assistindo às palestras dos eventos técnicos em Campinas (SP). Três eventos acontecem simultaneamente no Royal Palm Plaza até esta terça-feira, 12.

O XVI Seminário de Atualização sobre Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal está dividido em quatro grandes temas, a programação irá apresentar inovações, promover discussões e encontrar possíveis soluções para manter a qualidade técnica das atividades de colheita e transporte florestal. “O encontro integra as áreas produtivas do setor, além de difundir conhecimentos entre tomadores e prestadores de serviço das atividades de abastecimento de madeira como matéria prima”, afirma o professor da Universidade Federal do Paraná e um dos organizadores do evento, Jorge Roberto Malinosvki.

Já o II Encontro Brasileiro de Silvicultura promove o intercâmbio técnico-científico entre profissionais e instituições que atuam na área florestal, debater questões de desenvolvimento ligadas ao setor e divulgar os resultados de pesquisas e inovações tecnológicas. O público-alvo é formado por engenheiros, técnicos, professores, pesquisadores, executivos e estudantes.

Outro foco das discussões nos eventos técnicos é a questão dos incêndios no V Simpósio Sul-Americano Sobre Controle de Incêndios Florestais. O encontro, dividido em quatro grandes temas, é uma oportunidade para a troca de experiências entre os diferentes representantes de entidades públicas e privadas. O evento apresenta novidades em pesquisas, tecnologias, produtos e equipamentos empregados na prevenção e combate aos incêndios florestais.

Mudanças climáticas são desafios também para o setor de floresta plantada

Mudanças climáticas que elevam a frequência e a concentração de eventos extremos, como chuva, seca, geada e vento forte. Em consequência, a necessidade crescente de biodiversidade para aumentar a segurança ambiental e fitossanitária das plantações florestais, mediante os riscos de agravamento de estresses abiótico e biótico.

Essa introdução sintetiza os principais desafios e diretrizes a serem seguidos pela silvicultura brasileira, segundo o chefe do Departamento de Ciências Florestais da Esalq/USP, José Leonardo de Moraes Gonçalves, um dos coordenadores do II Encontro Brasileiro de Silvicultura, iniciado hoje em Campinas, dentro da programação da II Semana Florestal Brasileira. 

Na abertura dos painéis do dia, Gonçalves destacou, como primordial no programa de melhoramento, a prática de uma silvicultura de prevenção, que impõe a seleção de genótipos adaptados, mesclando-se clonais e geminais, bem como a conservação e restauração dos ecossistemas naturais. “O Brasil precisa melhorar o manejo integrado, pouco disseminado no país”, analisou.

Madeira é energia

 

Dentro do painel sobre Perspectivas dos Setores de Produção Florestal do seminário, a utilização de mais de 50% da madeira extraída no mundo como fonte energética foi um dos temas abordados na palestra proferida pelo professor José Otávio Brito, da Esalq/USP. “De duas a três bilhões de pessoas no mundo têm a madeira como sua principal ou única fonte de energia domiciliar”, mencionou na apresentação.

 

O Brasil ocupa a terceira posição nesse ranking, atrás apenas de Índia e China. No país, a madeira é a quarta fonte energética, depois do petróleo, cana de açúcar e hídrica. E há, na avaliação do professor, “potencial incrível” para aumentar sua utilização, como fonte natural renovável. “Apesar disso, a madeira é a única que nunca teve, por parte do governo, um plano estratégico de utilização. Nunca houve apoio formal”, apontou Brito.

Em 2009, 62% do consumo de madeira no Brasil foi destinado à produção de energia, a maior parte como carvão vegetal, cuja produção mundial é liderada pelo país. “A vocação da aplicação do carvão é a siderurgia. Tanto assim, que seu valor está atrelado ao do ferro-gusa”, comentou Brito, referindo-se ao que o setor convencionou chamar de “aço verde”.

O professor da Esalq também falou sobre um “desafio a ser superado” pelo setor: ampliar a utilização de madeira proveniente da silvicultura, que responde por 51% do total – 49% ainda vem do extrativismo.

 

Há, de acordo com Brito, forte sinalização do Governo Federal no sentido de reduzir o desmatamento no setor siderúrgico de carvão vegetal, bem como das emissões de gases resultantes da carbonização. “Esse é outro desafio forte, pois 60% estão nas mãos dos pequenos produtores, que usam o chamado forno de ‘rabo quente’”, observou.

 

Case mostra inserção das mulheres como operadoras de equipamentos florestais.

Telêmaco Borba, no Paraná, é, há quatro meses, laboratório de uma bem sucedida experiência de gestão de pessoal no setor florestal. Selecionadas entre 182 candidatas, seis mulheres passaram a integrar a equipe – que inclui mais 51 trabalhadores do sexo masculino – de operadores de máquinas da Ibaiti Soluções Florestais Ltda., que presta serviços de colheita e processamento de madeira para a Klabin Papel e Celulose Ltda.

O case foi tema da palestra “Inserção de Operadoras em Equipamentos Florestais de Alta Performance”, proferida na manhã de hoje pelo diretor Florestal da Ibaiti, Osvaldo Fernandes, no Painel Gestão Florestal do XVI Seminário de Atualização em Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal, em Campinas, durante a II Semana Florestal Brasileira, que começou nesta segunda-feira,11, e segue até amanhã, 12.

Segundo Fernandes, a iniciativa de contratar mulheres para o serviço partiu da simples necessidade do preenchimento de vagas, na cidade de 70 mil habitantes em que 80% economia gira em torno da extração, processamento e comércio da madeira. “Há uma alta demanda por operadores de máquinas”, observa.

Mediante a constatação de que a mão de obra feminina seria a alternativa ideal para a escassez de pessoal, a Ibaiti, afirma o diretor, passou a encontrar outras vantagens na inovação. “Foi uma solução para que os equipamentos sejam mais conservados. As mulheres são mais cuidadosas”, diz Fernandes.

Mas também corajosas. A meia dúzia de trabalhadoras lida com máquinas robustas: a Harvester, que derruba, desgalha e traça (corta em pedaços) as árvores, e a Forwarder, um trator florestal de grande porte que enfrenta todo tipo de terreno e cumpre a função de levar as toras até as estradas por onde passam as carretas de transporte.

Para tanto, foi exigido que elas possuíssem carteira de habilitação de categoria C. “Outro requisito foi o Ensino Fundamental completo”, diz o diretor. O trabalho é pesado, mas atraiu candidatas entre balconistas de loja a donas de casa, fala Fernandes.

Treinamento diferenciado 

O diretor comenta que uma tentativa de inclusão de mulheres na área foi feita há cerca de 10 anos por outras empresas, mas não obteve sucesso e acabou abandonada. Hoje, as expectativas são elevadas, graças às mudanças implantadas no treinamento. “Elas já concluíram a parte teórica, que envolveu treinos em simuladores virtuais, e agora estão no prático, de campo”, relata.

Mas a grande novidade, diz Fernandes, foi a introdução do fator comportamental na preparação para a função – do qual não participaram somente as novas contratadas, mas também os trabalhadores homens. “Cremos que isso é importante para o relacionamento com os colegas e a interação com a equipe como um todo, mas também para que não fossem vistas como ‘intrusas’ e acabassem discriminadas”, explica. 

Se deu certo? “Nesse curto período, observamos que as mulheres são mais detalhistas, fazem um trabalho de melhor qualidade, cortando a madeira no tamanho preciso, e de fato, têm mais cuidado com os equipamentos. O que precisam aprimorar, e que é natural, pois ainda são novatas, são as manobras com as máquinas”, comenta. “Nossa ideia é mostrar que há um recurso de mão de obra subutilizado no setor florestal”, finaliza o diretor da Ibaiti.


Fonte: INTERACT Comunicação Empresarial/ Juliane Ferreira



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