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25/02/2011

Bom preço internacional da borracha estimula setor no Brasil

País já foi o maior produtor do mundo, mas atualmente importa 65% do que precisa.

Segundo produtores e empresários da região noroeste do Estado de São Paulo, o preço da borracha nunca esteve tão atrativo. No mercado internacional, a cotação do produto valorizou mais de 60% no último ano. No campo, ganha mais quem produz o látex, a borracha no estado líquido, que tem maior valor no mercado.

Mas no Brasil a produção é baixa. A maioria dos produtores prefere um processo de extração mais simples, que resulta a borracha conhecida como coágulo. Esse é o produto que vai para o mercado de pneus. Ganha menos quem produz assim. No entanto, com o aquecimento do mercado, na verdade ninguém sai perdendo.

Se tivesse mais matéria-prima, a usina do produtor rural Jason Passos, que fica em Buritama (SP), a 500 quilômetros da Capital, não pararia um minuto só. O proprietário trabalha com a parte mais nobre da borracha: o látex, matéria-prima de produtos como luvas cirúrgicas e preservativos.

Metade do que chega à indústria dele vem de produtores da região. Mas Jason produz um pouco também. O seringal fica do lado da fábrica. De lá, extrai até 12 toneladas por ano.

– Hoje a usina trabalha com 50% da capacidade de produção por falta de matéria-prima. E tudo que a usina produz imediatamente é consumido pelas indústrias – diz Jason.

O látex parece leite quando sai da indústria. Até chegar ao aspecto final, passa por um processo químico que usa várias substâncias. Uma delas é a amônia, que evita que o látex fique sólido.

– Para o produtor, é mais compensador produzir o látex do que a borracha. O produtor de látex consegue um rendimento de 20% a 25% a mais do que a borracha – explica Jason.

A produtora Maria Teresa Soubhia é uma das fornecedoras de Jason. Ela tem oito hectares em produção e extrai até 30 toneladas de látex por ano. Na safra 2008/2009, vendia o quilo por R$ 0,90. O preço triplicou, diz ela, que consegue agora até R$ 2,70 o quilo. O negócio está tão bom que Maria Teresa já pensa até em aumentar o seringal.

– Nós temos já plantados 10 mil pés que começam a sangrar agora, e temos a intenção de plantar mais sem dúvida, porque não tem opção melhor que isto – afirma Maria.

Jason explica que, como a borracha é uma commodity, a demanda é muito maior que a oferta.

– A demanda basicamente está sendo comandada pela China. Ou seja, a China está comprando tudo o que é borracha que existe no mundo – explica Jason.

Diferente da produção extrativista de borracha como é feito tradicionalmente na Amazônia, a atividade comercial em São Paulo tem pouco mais de 40 anos. O Estado é o maior produtor do país. De lá, saem 90% da produção nacional.

Tempo
Quem entra neste mercado precisa investir e esperar. Uma seringueira leva sete anos pra produzir. O cultivo de um hectare exige pelo menos R$ 15 mil de investimento.

– O pequeno produtor pode plantar se tiver incentivo de financiamento. Ele pode plantar em dois alqueires e viver daquilo na sua terrinha. Ou você pode plantar muito. Eu acho maravilhoso. Fixa o homem no campo, gera emprego. É claro que pequenos precisam de financiamento. E esse é o lado em que a gente está esperando um respaldo – conclui Teresa.

A produção de borracha brasileira, tanto a beneficiada como o látex quanto na forma de coágulo, é insuficiente para a demanda de consumo. Dois terços do que usamos são importados. Principalmente da Malásia, um dos países que mais produz no mundo. Além da Malásia, Tailândia e Indonésia concentram 90% da produção mundial de borracha.


Fonte: Canal Rural



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