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Avanço e Pesquisa

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10/02/2011

Matas ripárias são objeto de pesquisa

Importantes tanto para a conservação da qualidade da água, quanto para a preservação da biodiversidade aquática e terrestre, as matas ripárias - que compreendem as matas de galeria e as matas ciliares - são objeto de grande preocupação da comunidade científica brasileira.

As ameaças à produção de água doce no Brasil são cada vez maiores e, contraditoriamente, movidas pelo setor ruralista, que tanto precisa deste recurso natural para manter a agricultura e a pecuária.  Em parceria do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB), a Embrapa Cerrados iniciou no mês passado, o estudo do projeto Aquaripária: restauração ecológica de ambientes ripários sob influência de atividades agrícolas e urbanas em mananciais de três bacias hidrográficas, São Francisco, Paraná e Tocantins.

O objetivo geral do projeto, explica a pesquisadora da Embrapa Cerrados e coordenadora do trabalho, Lidiamar Albuquerque, é iniciar um processo de restauração ecológica em trechos de matas ripárias ao longo das bacias hidrográficas brasileiras.  "As ações iniciais vão ser feitas nas cabeceiras das bacias selecionadas", informa.  Segundo ela, os resultados conseguidos nesses locais poderão servir de base para outros do bioma Cerrado.  "Vamos testar metodologias de recuperação nessas áreas para que sejam implantadas em áreas semelhantes do bioma".

A pesquisadora Lidiamar Albuquerque destaca o caráter multidisciplinar e integrador do projeto.  "É realmente o grande diferencial.  Esse estudo envolve cerca de 20 profissionais da Embrapa Cerrados e da Universidade de Brasília.  Vamos estudar tanto o processo de recuperação das matas ripárias, quanto a sua influência na qualidade da água dos rios.  O que se busca é propor métodos mais viáveis economicamente e que permitam melhorar a saúde dos ecossistemas aquáticos e terrestres e de sua biodiversidade", explica.

(Com Assessoria)

Fatores que causam degradação

Da Redação

As principais causas de degradação das matas ripárias, explica a pesquisadora Lidiamar Albuquerque, da Embrapa Cerrado, são desmatamento vinculado às ações de agricultores, pecuaristas, mineradores e madeireiros, assim como a expansão das áreas urbanas, extração de areia dos rios, instalação de empreendimentos turísticos mal planejados, dentre outras.  Esses processos de degradação e fragmentação dessas formações, além de desrespeitarem a legislação, resultam em vários problemas ambientais e de saúde pública dependendo do seu grau.

As matas ripárias são formações vegetais que estão sob a influência dos cursos d água e compreendem as matas de galeria e ciliares.  A primeira forma galeria em rios de pequeno porte, enquanto a segunda deixa a água exposta a céu aberto em cursos d"água de médio e grande porte.  Elas atuam na contenção dos processos erosivos ao longo do rio e servem de refúgio e fonte de alimento para a fauna terrestre e aquática.  As matas ripárias funcionam como filtros, retendo defensivos agrícolas, poluentes e sedimentos que seriam transportados para os cursos d"água, afetando diretamente a quantidade e a qualidade da água e, consequentemente, a fauna aquática e a população humana.  A sua degradação via desmatamento, queimadas e disposição inadequada de resíduos sólidos como garrafas, latas, papéis, além de poluírem as águas, servem de abrigo para vetores transmissores de doenças.  Entretanto, a grande fonte de contaminação em áreas próximas a centros urbanos é por resíduos orgânicos, proveniente dos esgotos domésticos e/ou industriais.  (JS)


Fonte: Gazeta de Cuiabá



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