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09/02/2011

Pesquisas feitas pela UFMG mostram contaminação do Rio São Francisco

Segundo o estudo, os metais pesados lançados pela Companhia Mineira de Metais na década de 1970 ainda estão no fundo rio.

Duas pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG), na Bacia do Rio São Francisco, mostram como a natureza pode sofrer por anos a fio com impacto ambientale como os riscos à saúde humana por causa da poluiçãopodem persistir no tempo. 

Segundo as pesquisas, as águas do Rio São Francisco emTrês Marias (a cerca de 250 quilômetros de Belo Horizonte) estão fortemente contaminadas por metais pesados (como zinco, cádmio e cromo), lançados pela metalúrgica da extintaCompanhia Mineira de Metais (CMM) a partir de 1969, quando teve início a produção de zinco eletrolítico, utilizado para revestir peças de ferro e evitar ferrugem. 

Os metais pesados foram lançados por cerca de uma década no Córrego da Consciência, que alimenta o São Francisco. Somente no fim dos anos 70, a CMM construiu um dique isolando os resíduos da metalúrgica do leito do rio. De acordo com a geógrafa Elizêne Veloso Ribeiro, autora do estudo com as amostras de água, os metais pesados podem causar câncer e afetar o sistema nervoso e o sistema reprodutivo se forem acumulados no organismo. 

Ela ressaltou que não há mais o lançamento de metais pesados pela metalúrgica (hoje sob o controle da Votorantim Metais). O geólogo Wallace Magalhães Trindade, responsável pela pesquisa com os sedimentos do rio, explicou, no entanto, que os rejeitos do passado formam “um estoque de contaminação” que está depositado no fundo do rio. As partículas dos metais pesados sobem e ficam no corpo da água conforme a mudança no volume e na temperatura do rio. 

O gerente corporativo de Meio Ambiente da Votorantim Metais, o geólogo Ricardo Barbosa, afirmou que “não há risco nenhum à saúde humana e que os peixes não estão contaminados”. Ele também disse que a metalúrgica não descarta mais resíduos no rio, cumpre as condicionantes da licença ambiental e monitora “exaustivamente” a área conforme a legislação ambiental. O gerente informou que será retirado das proximidades do rio um depósito já desativado de resíduos. 


Fonte: Agência Brasil



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