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Avanço e Pesquisa

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03/01/2011

Pesquisa cria modelo para recuperar vegetação em florestas degradadas

Análise no PA resultou em cálculo que indica espécies para regeneração. Próximo passo é criar programa de computador para aplicação do modelo.

Área degrada por extração de bauxita no PA.

O engenheiro florestal Rafael Salomão, do Museu Paraense Emílio Goeldi, apresentou no início de dezembro os primeiros resultados da pesquisa que desenvolve na Floresta Nacional Saracá-Taquera, em Oriximiná, a cerca de 880 quilômetros de Belém, no Pará. O estudo propõe a aplicação de um modelo estatístico para recuperar áreas de florestas degradadas.

A partir da análise de uma região com floresta degradada pela extração de bauxita na Flona Saracá-Taquera, explorada pelo Mineração Rio do Norte, Salomão criou um modelo que ajuda a determinar espécies essenciais e secundárias para regenerar a vegetação da melhor forma possível. O próximo passo consiste em criar um programa de computador para simplificar os cálculos do modelo estatístico, auxiliando produtores na regeneração de suas florestas.

Dessa forma, o modelo criado por Salomão poderia ser aplicado em qualquer área florestal, não necessariamente na Amazônia.

Para desenvolver o estudo, porém, ele avaliou uma área de vegetação densa e com um tipo de degradação acentuada. "Apesar de pontuais, as modificações causadas na vegetação pela mineração são muito intensas. As áreas de exploração mineral representam o extremo da degradação artificial", diz ele.

A extração de bauxista exige a retirada completa de toda a cobertura vegetal de floresta, segundo Salomão. Depois, ainda é necessário escavar de 4 a 10 metros de terra no solo para alcançar o minério. "O ambiente fica completamente desestabilizado. Todas as propriedades do solo são alteradas", diz.

Como seria feita a regeneração de uma área assim? De acordo com o pesquisador, a literatura científica existente sobre o tema é muito vaga. Existe uma orientação consensual para o produtor plantar cerca de 80 espécies para regenerar a área destruída. "Mas nenhum trabalho feito até agora identifica que espécies seriam essas", explica Salomão.

A partir de um inventário florestal, ele identificou cerca de 1.500 espécies na Flona Saracá-Taquera e começou a aplicar índices ecológicos e socioeconômicos sobre elas.

Os critérios usados consideram abundância de espécies e dados específicos sobre as árvores, como o diâmetro do tronco e o peso. O pesquisador também availou valores comerciais das árvores, considerando preço da madeira e de produtos florestais não madeireiros que as espécies podem fornecer.

O resultado matemático permite determinar espécies-chave para a regeneração da área. "O modelo indica de 25 a 35 espécies assim, além de outras secundárias que interagem bem com elas", diz Salomão. Com o modelo, o pesquisador visa a recuperação de áreas degradadas no menor tempo possível.


Fonte: Globo Amazônia



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Comentário(s) (1)


Ademir Reis disse:

11/06/2013 às 11:32

Estamos também trabalhando como modelos de recuperaçao de áreas mineradas por bauxita e entendemos que o foco náo dever ser as espécies vegetais a serem plantadas mas um sistema de de drenagens com superficies concetradodas e dissipativas para garantir uma nova pedogenese. A cobertura inicial das áreas é de fundamental importancia, mas o que importa é a capacidade producaçao primária, disponibilizando um grance aporte de materia organica no solo. Estamos fazendo isto, atualmente em JURUTI/ALCOA, oriximniná/ MRN e em Paragominas/HIDRO. Sugerimos ver bibliografias básicas do nosso sistema em nosso ssite: www.rasambiental.com.br

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