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04/12/2010

Projeto do Paraná ensina a ganhar com floresta

Experiência com manejo da Mata Atlântica gera conhecimento para operacionalizar mecanismo de redução de emissões de carbono em debate na COP16 em Cancún.

Se as expectativas sobre um acordo global na 16ª Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP16), que se desenrola em Cancun, não são altas, pelo menos os especialistas esperam avanços em um aspecto: a regulamentação do mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd).

Vários projetos já se candidatam a esse tipo de compensação como alternativa rentável para reduzir o desmatamento. A maioria está na Amazônia, mas um deles se encontra no Paraná.

O projeto é desenvolvido na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba, litoral norte paranaense. Em 18,6 mil hectares, são desenvolvidas ações de proteção de ambientes preservados e, ao mesmo tempo, ameaçados pela degradação no maior remanescente da Mata Atlântica ainda em bom estado de conservação.

Também são realizadas atividades de administração das reservas, pesquisas científicas, educação ambiental, plantio de mudas em áreas degradadas.

Em onze anos de funcionamento, o projeto já removeu 860 mil toneladas de carbono da atmosfera e, ao longo de seus 40 anos, evitará a emissão de 370 mil toneladas. Além disso, tem ajudado a conservar mais de 300 mil hectares de Mata Atlântica na APA.

Parceria pioneira

Para que o projeto paranaense pudesse ser viabilizado, as organizações não-governamentais The Nature Conservancy (TNC) e Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) fizeram uma parceria com as empresas American Electric Power, Chevron e General Motors, que investiram US$ 18,4 milhões.

"Fomos pioneiros porque não se falava em desmatamento evitado há onze anos", diz Kristin Zimmerman, da General Motors. "Hoje, estamos mais conscientes de como são fundamentais nossos esforços de manejo florestal para a preservação."

A SPVS se tornou uma das maiores geradoras de empregos formais no litoral paranaense, mantendo 45 funcionários que realizam atividades voltadas à manutenção das reservas e qualidade dos ecossistemas. Eles trabalham como guarda-parques e acompanham pesquisadores em observação da biodiversidade local.

Além disso, foram formadas cooperativas para criação de abelhas nativas e agência de ecoturismo, incentivando a formação de restaurantes, pousadas, campings e atividades como caminhadas em trilhas, rafting nas corredeiras e comércio de artesanato.

"Hoje, o projeto gera R$ 2,1 milhões por ano para as prefeituras de Antonina e Guaraqueçaba, que abrange a APA", diz Clóvis Borges, da SPVS.

Ele explica que Guaraqueçaba acrescenta à instrumentação do Redd a experiência acumulada nesses anos todos de trabalho. "Nós estamos nos colocando como referência para ajudar a definir o Redd", afirma.

A proposta dessa ferramenta, que pode avançar na sua regulamentação em Cancun, não é manter a floresta intocada, mas de alguma forma remunerar as comunidades e os proprietários de áreas naturais pelos serviços ambientais e, no caso do clima, pela redução das emissões florestais.

Todo o esforço está focado na busca de um novo modelo de desenvolvimento rural que gere benefícios para o clima, para a biodiversidade e, principalmente, a melhoria da qualidade de vida das populações.

"O conceito é fundamental na Amazônia, mas se aplica também a outros biomas", diz Fernando Veiga, da TNC. "A nossa ideia é transformá-lo em polo gerador de conhecimento."

 

 


Fonte: Brasil Econômico



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Comentário(s) (6)


Jose Nilton Pereira de Araujo disse:

17/12/2010 às 19:02

Oque presciso para fazer um projeto a quem devo procurar um parceiro para que possamos ficar a par deste maravilhoso projeto.

louis simmelink disse:

08/12/2010 às 09:34

PARABENS PELA INICIATIVA.
POR AQUI - REGIÃO DO CERRADO - ESTAMOS TRABALHANDO COM FLORESTAMENTO DE BABAÇU. ESTAMOS COBRINDO ÁREAS DEGRADADAS E UTILIZANDO O FRUTO DO COCO BABAÇU PARA PRODUÇÃO DE DERIVADOS COMO CARVÃO, CARVÃO ATIVADO, CARBONO FIXO( PARA SIDERURGICAS) AZEITE EXTRA VIRGEM, ALIMENTICIO E COSMETICO, ALEM DE MAIS DE UMA CENTENA DE PRODUTOS QUE GERAM EMPREGO E RENDA.
ESTAMOS A DISPOSIÇÃO PARA TROCA DE INFORMAÇÕES
ABRAÇOS
LOUIS

João Emilio Monteiro Entringer disse:

07/12/2010 às 18:29

Gostei muito da noticia! Tenho uma RPPN- Rancho Chapadão- com área de 28,6ha, de floresta primaria, no municipio de Santa Leopoldina E.S. Estou precisndo fazer um Plano de Manejo na reserva. Sera que alguem pode me orientar com ter esse apóio? Ficarei muito grato! Obrigado!
João Emílio Monteiro Entringer.

Nelson José Cecconello disse:

06/12/2010 às 21:38


Parabéns pelas iniciativas.

Deveriam ser copiadas pelos americanos e outros grandes poluentes. O ideal sempre é desenvolver a região e preservar o ambiente natural.

Não existe preservação real sem que haja compensação econômica.

Por outro lado gostaria de saber se o Sr. Clovis Borges da SPVS mencionado na matéria em algum periodo esteve trabalhando em Palmas no Instituto Ecológica ?

Grato pela atenção

Atenciosamente

Eng Agr Nelson J. Cecconello

paulo disse:

06/12/2010 às 18:30

gostaria de me aprofundar nesse assunto.sou de Rondonia e gostaria de informaçoes mais concretas e se haveria parceiros para explorar um desses projetos em rondonia ja que a area e muito extença na minha regiao.grato e triplice abraço.

GILBERTO disse:

06/12/2010 às 16:47

Temos uma área no Paraná como podemos fazer para entrar em um projeto como esse, Qual o processo necessita
de parceiro ou podemos fazer um projéto especifico para nós,
Abhraço GIlberto

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