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08/09/2010

Fabricantes temem falta de papel-cartão

O forte crescimento nas vendas das indústrias de alimentos, cosméticos, higiene pessoal e limpeza levou as fabricantes brasileiras de papel-cartão a operar no limite da capacidade, ampliou prazos de entrega de embalagens e reforçou os temores de que poderá faltar esse tipo de papel no mercado interno até o fim do ano, sazonalmente mais forte por conta do Natal.

O forte crescimento nas vendas das indústrias de alimentos, cosméticos, higiene pessoal e limpeza levou as fabricantes brasileiras de papel-cartão a operar no limite da capacidade, ampliou prazos de entrega de embalagens e reforçou os temores de que poderá faltar esse tipo de papel no mercado interno até o fim do ano, sazonalmente mais forte por conta do Natal. A significativa expansão no consumo doméstico, associado a quedas brandas nas exportações e à importação decrescente, por conta de escassez no mercado internacional e dos custos elevados da operação, alimentou receios de desabastecimento entre os consumidores e da ocorrência de "surto de demanda" entre os produtores.

Para se ter uma ideia da dinâmica do mercado, o mais recente investimento no setor, de R$ 2,2 bilhões, executado pela Klabin em 2008, superou todas as expectativas. A maior fabricante nacional de papéis para embalagens inaugurou em meados de 2008 uma nova máquina de papel-cartão, com capacidade para 350 mil toneladas anuais, que hoje opera a plena capacidade. Inicialmente, a previsão era a de que atingisse 100% de ocupação somente em 2011. Agora, a companhia avalia instalar uma nova linha, superior à que entrou em operação quase que em plena crise econômica.

Atentas ao nervosismo que se instalou no mercado doméstico, as principais fabricantes brasileiras estão pedindo a seus clientes que planejem encomendas com antecedência. De acordo com Suzano Papel e Celulose e Klabin, não há risco de desabastecimento. Porém, com o maior volume de pedidos diante do fim do ano, é possível que clientes que não têm contratos de longo prazo, ou queiram elevar repentinamente os volumes comprados, fiquem a ver navios.

Do início do ano até julho, as encomendas domésticas de papel-cartão acumulam alta de 29%, para 334 mil toneladas, de acordo com dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). É o maior volume já comercializado internamente em toda a história. No mesmo período, as exportações recuaram 2,5%, para 134 mil toneladas, e as importações recuaram 5%. Na Suzano, somente um dos clientes, uma rede de fast food, aumentou em 40% o volume encomendado em julho, mês que também foi marcado por recorde de vendas. "Não vai faltar produto desde que a indústria se prepare. Estamos redirecionando cartão para o mercado interno, mas isso não é instantâneo", explica o diretor da unidade de negócio papel da Suzano, Carlos Anibal.

Conforme o executivo, o ciclo de venda de papel-cartão no mercado internacional é de 90 a 120 dias - ante no máximo 30 dias no doméstico -, o que impossibilita o direcionamento imediato de volume maior para consumo interno. "O que estou entregando hoje lá fora foi vendido há três, quatro meses. E não posso deixar de cumprir esses contratos", afirma. Na Klabin, o cenário é o mesmo. "Algumas flutuações a indústria até pode atender. Mas é fundamental que haja planejamento", diz o diretor da unidade de papéis-cartões da companhia, Edgard Avezum Junior.

O aperto na oferta de papel-catão deveu-se a uma combinação de fatores, incluindo eventos não recorrentes que contribuíram para a escassez de produto no mercado internacional. Internamente, a crise econômica levou toda a cadeia - fabricantes, distribuidores, gráficas e consumidores - a reduzir estoques, que ainda não voltaram aos níveis históricos em razão do crescimento mais forte do que o esperado na demanda. No front externo, a interrupção na produção de papéis da CMPC no Chile, por conta do terremoto que abalou o país no começo do ano, e uma greve na Finlândia, que dificultou o escoamento de cartão para outros mercados, reduziram o volume ofertado, o que se reflete na queda das importações brasileiras apesar do aquecimento interno. "Os estoques estão muito baixos. Por isso é preciso, mais do que nunca, planejar", reitera Anibal.

Segundo Dennis Ribeiro, diretor do Departamento de Economia e Estatística da Abia, entidade que representa a indústria de alimentos, as encomendas de embalagem devem crescer em outubro. "O Natal da indústria ocorre em novembro", explica. "E a dificuldade de encontrar embalagens específicas é uma possibilidade que existe". Até julho, o faturamento do setor de alimentos acumula alta real de 6%.


Fonte: Valor Econômico/Adaptado por Celulose Online



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