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Avanço e Pesquisa

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28/06/2010

Pesquisa Estuda Plantas Amazônicas Como Biocosméticos

Pesquisa tenta analisar se há algum risco toxicológico no uso de extrato de plantas como cosméticos e é desenvolvida na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A doutora em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Marne Carvalho, está desenvolvendo um estudo capaz de verificar se determinadas substâncias extraídas de plantas nativas da região Amazônica podem causar dano ao organismo humano quando ingeridas como .

“Moemos a planta e, com isso, fazemos o extrato, para executarmos as pesquisas. Além disso, quando pensamos em biocosméticos, é mais fácil trabalharmos com o extrato, que representa o todo, ao invés de uma substância isolada”, explicou a pesquisadora.

Desenvolvido há quase dois anos e intitulado “Estudo do potencial genotóxico de fitocompostos para o desenvolvimento de biocosméticos a partir de plantas da Amazônia”, o trabalho se transformou na linha de pesquisa denominada “Eficácia e Segurança de Bioprodutos"  no mestrado em Ciências Farmacêuticas da Ufam.

Carvalho explicou que uma das plantas estudadas é o crajiru, bastante conhecido na região por seu potencial cicatrizante. ”Se há o potencial cicatrizante, pode existir algum outro composto que possa ser útil na fabricação de  cosmético”, comentou.

Ela explicou que a equipe, composta por quatro bolsistas, submete células normais ao extrato feito da planta e avalia se surtiu algum efeito benéfico ou maléfico. Com isso, é possível verificar se a substância é segura para fabricação de um biocosmético. Além do crajiru, nas pesquisas são utilizados o xixuá e o jucá.

As plantas são obtidas por meio de uma parceria firmada pela Ufam, com o apoio dos professores Tatiane Pereira de Souza e Emerson Silva Lima,  e  pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Cultura de células

As células utilizadas na pesquisa, e que simulam o organismo humano, são provenientes da Universidade de São Paulo (USP), que doou, por meio da professora Silvia Hengler, uma cultura de fibroblastos (células presentes na derme e responsáveis pela qualidade da pele) e  que agora farão parte  do Laboratório de Cultura de Células da Ufam.

No decorrer das pesquisas, são realizados quatro testes para assegurar a integridade da célula. Aplicamos o teste da citotoxidade, para analisar o nível de toxidade da substância, o teste do cometa, para avaliar se houve dano ao DNA da célula após o contato com a substância, o teste do micronúcleo, no qual analisamos como está o núcleo da célula, e o teste de aberrações cromossômicas, que também é feito após contato com a substância para verificar anormalidades numéricas e quantitativas nos cromossomos”, explicou Carvalho.

Segundo a pesquisadora, o estudo está na fase de organização e tabulação de dados, voltados para produção científica. “Temos ótimos resultados, mas estamos pensando inicialmente na produção científica. Porém, isso não significa que não possamos conversar e disponibilizar os dados para alguma empresa”, concluiu a cientista.

Fapeam

 O estudo é realizado com financiamento na ordem de R$30 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio do Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR).


Fonte: D24am



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