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20/05/2010

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Cultivo de seringueiras nativas deve ser associado a outras espécies.

O cultivo de seringueiras (Hevea brasiliensis) nativas do Amazonas em terra firme, de várzea e terra preta de índio pode ser melhorado através de medidas simples, aponta a tese de Etelvino Rocha Araújo, realizada dentro do Programa de Pós-Graduação em Agricultura no Trópico Úmido (ATU) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT). Basta que os exemplares sejam plantados de forma consorciada a outras espécies frutíferas (como cacau, açaí, bacaba e taperebá) e sejam clonados das árvores mais produtivas e resistentes a pragas e doenças.

Hoje os seringais nativos do Estado geram algo em torno de mil toneladas do produto, o que responde a pouco mais de 1% da produção brasileira de borracha. Mas o estudo de Araújo, desenvolvido entre julho de 2008 e dezembro de 2009, que descreveu o processo produtivo do látex nesses três ambientes, quis entender quais os fatores que limitavam a produção da borracha na região.
 

De cara, as árvores estudadas apresentavam grande variação na produção, com valores mais elevados na área de várzea, onde o solo é rico em nutrientes. Em média, elas geram 12g de borracha seca por sangria, enquanto as árvores da área de terra firme, cujo solo é pobre e ácido, geram cerca de 8g. “Para as plantas terem desenvolvimento e produção eficientes, precisam de todos os nutrientes em quantidades equilibradas”, conta o pesquisador.
 

No Amazonas, o cultivo da seringueira é feito por aproximadamente três mil famílias que administram os seringais nativos. O látex é coletado, coagulado e prensado em blocos, posteriormente comercializado na forma de Cernambi Virgem Prensado (CVP). Cada planta gera uma quantidade de borracha diferente. “Essa variação de produtividade por planta tem a ver com a característica genética que cada árvore possui. Nos seringais cultivados com clones a produção é mais homogênea”, explica.
 

Para o orientador do trabalho, Newton Falcão, clonar as árvores mais produtivas é uma das formas de alcançar resultados mais satisfatórios. “A clonagem dos melhores exemplares de seringueira é um método simples onde, pela técnica de enxertia, é possível produzir mudas mais resistentes a pragas e doenças”, explica.
 

“Quando a seringueira é plantada consorciada a outras árvores, principalmente próximo aos rios, ela fica protegida. Isso já acontece do Alto Solimões ao Baixo Amazonas de maneira tradicional”, relata Falcão. A pesquisa do mestrando foi feita através de uma parceria entre o Inpa e a Secretaria de Estado de Produção Rural do Amazonas (Sepror).


Fonte: EPTV.com



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