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20/11/2008

Duas novas pragas chegam ao eucalipto

Percevejo bronzeado e vespa-da-galha, insetos originários da Austrália, foram detectados em São Paulo e na Bahia

vespa-da-galha

Percevejo bronzeado e vespa-da-galha, insetos originários da Austrália, foram detectados em São Paulo e na Bahia

Vêm da Austrália duas novas pragas que podem causar prejuízos em áreas de plantio de eucalipto da espécie E. camaldulensis no País. Uma delas, o percevejo bronzeado, foi detectado, em maio, no Rio Grande do Sul e no fim de junho em São Paulo. “O ponto inicial do percevejo foi Jaguariúna”, diz o professor Carlos Frederico Wilcken, da Unesp de Botucatu (SP).

O percevejo bronzeado - que causa desfolha e deixa o galho escuro, com aspecto “bronzeado” - já está em 18 municípios, como Campinas, Sorocaba, Botucatu e Bauru. “A disseminação é rápida. A praga percorre de 40 a 50 quilômetros por semana.” O inseto é encontrado em rodovias, o que indica que a disseminação esteja sendo facilitada por caminhões, diz Wilcken, acrescentando que, provavelmente, a praga foi introduzida no País por aeroportos, por plantas trazidas ilegalmente.

Como a praga é recente, métodos de controle estão sendo estudados. A opção de controle natural é uma vespa, já usada na África do Sul, que parasita os ovos do inseto. “Estamos avaliando o uso no Brasil.” Há, ainda, inseticidas biológicos, à base de fungos, diz o professor.

A outra praga é a vespa-da-galha, identificada em março, no norte da Bahia. Conforme Wilcken, foi o primeiro registro do inseto na América do Sul. “Essa vespa, de 1 milímetro de comprimento, pica as folhas novas, de ponteiro, e forma a galha, uma espécie de tumor. A larva se instala, deforma os ramos, seca o ponteiro da árvore e paralisa seu crescimento”, explica. As plantas infestadas na Bahia foram cortadas e queimadas. “Estamos verificando se a praga está ou não sob controle.”

Ainda não existe controle da vespa-da-galha. “Se ela atacar, serão trazidos inimigos naturais e selecionados inseticidas químicos”, adianta o professor. Em relação à entrada da praga no País, é provável que tenha sido também por aeroportos. “Pode ter vindo com pedaços de ramos, ilegamente, ou acidentalmente, na bagagem de visitantes.”

Aos produtores que suspeitarem da presença de um dos insetos, Wilcken recomenda comunicar pelo e-mail lcbpf@fca.unesp.br. No site também há informações sobre as pragas.


Fonte: Jornal "O estado de São Paulo"



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Comentário(s) (2)


Luciano Nicanor Gomes de Campos disse:

24/01/2013 às 23:31

Boa noite. Moro no Paraguay a 16 km de Foz do Iguaçu -PR tenho problema da vespa-da-galha do eucalipto na minha área foi comprovado 24-01-2013, gostaria de saber o que fazer neste caso.
1) clone grandisXcamaldulensis ( 107 );
2)plantio 05 a 10 de outubro de 2012 tem 3 meses e meio
3) presença em inumeras plantas nos talhões das galhas em folhas, pecíolos e tronco.
4) mudas foram adquiridas de viveiro credenciado nos orgãos competentes SEAM E SENAVE do país.
5) população 866 plantas)hectare 4 x 4.
6) gostaria de reseber resposta o mais breve possível para tomar as decisões mais asertivas.
7) metodos de controle químico devido o cultural ser dificil por ser em muitas plantas.
desde já agradeço a atenção, aguardo o parecer.!!!!

Luiz Cotait disse:

19/05/2012 às 15:55

Boa tarde. gostaria de saber se a vespa da galha tambem afeta o citrodorus.Aguardo resposta obrigado

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