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11/11/2008

Tempo de colher e de comer

A temporada de maior consumo de castanhas no Brasil está aberta. É nas fartas mesas de comemorações de fim de ano que elas têm lugar garantido e de destaque. Mas nos campos do país a realidade é um pouco diferente. Apenas as castanhas de caju e do pará, também conhecida como castanha-do-Brasil, quando seu destino é para exportação, têm produção realmente expressiva em solos brasileiros, com concentração de plantio e colheita nas regiões Norte e Nordeste.

Castanhas

A temporada de maior consumo de castanhas no Brasil está aberta. É nas fartas mesas de comemorações de fim de ano que elas têm lugar garantido e de destaque. Mas nos campos do país a realidade é um pouco diferente. Apenas as castanhas de caju e do pará, também conhecida como castanha-do-Brasil, quando seu destino é para exportação, têm produção realmente expressiva em solos brasileiros, com concentração de plantio e colheita nas regiões Norte e Nordeste. Elas são as vedetes. Só que, gradativamente, outras espécies, antes vistas como exóticas, passam a ser exploradas no país. É o caso da castanha tipo portuguesa, que pode ser encontrada no Sul de Minas e no interior de São Paulo, e da macadâmia, que também tem alguns produtores com plantio nas mesmas regiões. No Sul do país também já existem lavouras de noz pecã, mais consumida por aqueles lados.

A castanha mais produzida no Brasil é a de caju. Segundo o chefe-geral e pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, Vitor Hugo de Oliveira, no país são processadas cerca de 137 mil toneladas de castanha de caju e a produção é concentrada basicamente no Nordeste. No ranking mundial, o Brasil é o terceiro colocado. Fica atrás apenas do Vietnã e da Índia. Nacionalmente, o Ceará é o maior produtor e responde por mais de 50% da colheita e processamento. E é seguido por Piauí e Rio Grande do Norte. “Mas já há também caju em São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Tocantins e até um pouco no Norte de Minas”, observa. Mas ele reforça que nos estados fora do Nordeste a produção que “desponta” é experimental e muito incipiente.

Oliveira explica que o desafio da produção de castanha-de- caju no Brasil está em agregar valor e melhorar a produtividade dos pés, já bastante antigos. Antes, o plantio era por sementes, o que resultou em grande variação genética de plantas nos mesmos pomares. Com isso, a produção média, por pé, ficou limitada a 200 quilos de caju por hectare por planta/ano. Por pé, são produzidos cerca de dois quilos, também na média anual. O rendimento é um dos mais baixos entre os produtores mundiais. Para complicar um pouco, o fruto verdadeira, que é a castanha, também é pouco valorizado se não é processado na própria fazenda. O quilo da castanha in natura sai por algo entre R$ 0,85 e R$ 1,20. Para se atingir um quilo, são necessárias entre 120 e 130 castanhas. Já o preço pago ao produtor pelo quilo do caju (pseudofruto), varia de R$ 0,20 a R$ 0,30, mas entre seis e oito já são suficientes para formar um quilo. “O ideal é a organização em associações ou cooperativas, para aquisição de minifábricas de castanhas para o processamento. Assim, dá para se ter rentabilidade melhor na propriedade”, conta o pesquisador. O quilo da castanha processada já pode ser vendido a partir de R$ 22.

A pequena fábrica foi desenvolvida pela Embrapa e custa a partir de R$ 80 mil. Com ela é possível até tentar exportar a castanha diretamente. E o melhor mercado para ela fica fora do país para onde é destinada 85% da produção. Os maiores compradores estão nos EUA, Canadá e na União Européia.

O plantio de caju no país não é dos mais complicados. Hoje, há a opção do cajueiro anão precoce, que passa a produzir um ano após o plantio. Ele também tem apenas quatro metros, o que garante frutos de melhor qualidade e de colheita mais fácil. O tradicional, gigante, já mede 12 metros e só dá para colher derrubando os frutos ou depois que caem no chão.


Fonte: Jornal Estado de Minas



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