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11/11/2008

Cresce área com floresta plantada

É cada vez maior o número de produtores rurais interessados em plantar florestas em parceria com empresas, por meio de programas de fomento. Por esses programas, o produtor não precisa ter conhecimento do manejo da planta e a empresa ainda paga pelo arrendamento da terra. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), em 2005, a área fomentada por empresas no País era de 258 mil hectares; em 2006, passou para 322 mil hectares e, no ano passado, chegou a 380 mil hectares.

Muda de Pinheiro em tubete

É cada vez maior o número de produtores rurais interessados em plantar florestas em parceria com empresas, por meio de programas de fomento. Por esses programas, o produtor não precisa ter conhecimento do manejo da planta e a empresa ainda paga pelo arrendamento da terra. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), em 2005, a área fomentada por empresas no País era de 258 mil hectares; em 2006, passou para 322 mil hectares e, no ano passado, chegou a 380 mil hectares.


As áreas de florestas plantadas com eucalipto e pinus no Brasil totalizaram, em 2007, 5.560.203 hectares, um crescimento de 186.786 hectares em relação a 2006. De 2005 a 2007, houve incremento na área plantada de 318.428 hectares. O produtor José Eduardo de Oliveira, de Itu (SP), conta que soube do programa de fomento pelo rádio. “Fui atrás, pois não estava lucrando com a pecuária. Fizemos reuniões, eles visitaram a propriedade e fechamos contrato em abril.”

PAGAMENTO MENSAL

Da área de 360 hectares, foram plantados 223,5 hectares de eucalipto. Pelo contrato, com duração de 14 anos, o primeiro e o segundo cortes são da empresa. O produtor recebe R$ 495/hectare/ano pelo arrendamento. “O valor é anual, mas recebemos mensalmente.”

No 14º ano, ele decide se quer renovar o contrato. “Até lá, vou saber se é melhor tocar o plantio por conta própria ou manter a parceria.” O custo médio de produção do eucalipto está estimado em R$ 4 mil/hectare, nos primeiros sete anos. Para Oliveira, o fomento é interessante sobretudo para quem não tem conhecimento sobre o plantio, nem capital. Outra vantagem é a flexibilidade. “Não preciso estar lá todo dia.”

Antes de optar pela parceria, Oliveira comparou o custo-benefício de eucalipto, cana, pecuária, milho e soja. Ele mantém o gado de corte em outra fazenda e se anima com a possibilidade de, após dois anos, retomar a pecuária na área de eucalipto. “O dinheiro do eucalipto invisto na pecuária.”

Também criador de gado de corte, o produtor Dirceu Franco de Almeida, de Anhembi (SP), investiu, há dois anos, na parceria com uma empresa para o plantio de florestas. Em área de 560 hectares, 192 hectares foram ocupados com eucalipto. “Tinha 500 cabeças de gado,sem lucrar. Plantei cana e laranja, mas não compensou. Como o eucalipto estava chegando à região, procurei a empresa”, diz Almeida, que ainda destina 220 hectares para fazer engorda de 400 cabeças de gado.

Segundo Almeida, o contrato é de parceria rural, o que significa que o produtor, sem experiência na atividade, entra com a terra e a empresa maneja a área. “Como não tinha capital, optei pelo arrendamento. O dinheiro, invisto na pecuária.” Pelo contrato, ele recebe R$ 415/hectare/ano.

ESTABILIDADE

Parceiro de uma empresa há 16 anos, o produtor Leodônio Costa Ferreira, de Mucuri (BA), diz que a principal vantagem do fomento é a estabilidade. “Tudo é combinado por contrato. O produtor sabe que terá mercado”, diz Costa, que tem 320 hectares de eucalipto. Pela parceria, o produtor entra com a terra e a empresa faz o levantamento topográfico da propriedade, análise de solo, aplicação de calcário, adubação, controle de pragas, fornece mudas, paga o transporte dos insumos e dá assistência técnica. “Eu pago o que foi gasto na instalação da cultura em madeira, pelo preço de mercado”, diz. “O contrato dura de 7 a 14 anos.”

“Eu me comprometo a vender a madeira para a empresa e o que eu devo é descontado em madeira.” Segundo Costa, 3% da madeira pode ser usada pelo produtor para outros fins. “Hoje, o metro cúbico está cotado em R$ 65,80, e ainda recebo um bônus de R$ 1,28/metro cúbico por cumprimento de cota e qualidade”, diz. Como a maioria dos fomentados, Costa mantém outra atividade: um rebanho de 300 animais para a produção de leite e cultiva grãos.

380
mil hectares é a área de fomento florestal mantida por
empresas no País, segundo a Abraf

495
reais/hectare/ano é o valor médio pago aos produtores pelo arrendamento da terra para o plantio de florestas

14
anos é a duração mais comum de um contrato, o que
equivale a dois cortes de eucalipto


Fonte: www.paranegocios.com.br



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