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11/02/2010

Cientistas Preparam Nova Geração de Modelos Climáticos

Pesquisadores de vários campos vão unir esforços para que fatores como as políticas de redução de emissão de gases do efeito estufa e o crescimento no uso das fontes renováveis sejam englobados pelas previsões das mudanças climáticas.

Os cenários que prevêem os efeitos do aquecimento global e das mudanças no clima sempre foram um tanto quanto incompletos, já que envolvem centenas de fatores complexos, e os próprios cientistas reconhecem isso.

Agora, em uma tentativa de melhorar essas previsões, um grupo internacional de pesquisadores pretende diminuir a distância entre instituições da física, biologia e ciências sociais e dessa forma abordar com mais precisão tudo o que envolve as mudanças climáticas.

A principal idéia dessa iniciativa, publicada nesta semana na revista Nature sob o título “The next generation of scenarios for climate change research and assessment”, é trazer as potencias respostas humanas para dentro dos modelos climáticos. Assim, as metas de emissões já anunciadas pelos países, suas políticas energéticas e de mitigação seriam também levadas em conta nas previsões.

Metodologia

Um grupo de cientistas, liderados por Richard Moss do Pacific Northwest National Laboratory, definiu quatro futuros climáticos possíveis baseados na quantidade de energia solar que a atmosfera absorve. Eles chamaram cada um desses cenários de "Representative Concentration Pathway" ou RCP (em uma tradução livre, Caminhos Representativos de Concentração).

Será a partir desses RCPs que grupos científicos de todas as especialidades poderão dar suas contribuições para a criação de um quadro geral. Com isso seria alcançada uma visão mais ampla do mundo sob as mudanças climáticas, muito além de apenas informações do acúmulo de gases do efeito estufa.

“Nós desejamos explorar como as vulnerabilidades sociais e ambientais irão se desenvolver. Além de considerarmos quanto, como e onde as mudanças climáticas irão ocorrer, nós também precisamos saber como diferentes posturas da sociedade irão influenciar o aquecimento global”, explicou Moss.

Interdisciplinaridade

Um aspecto essencial desses novos modelos está na integração de diferentes tipos de estudos. Isto será possível graças à “natureza aberta” do processo: ao invés de tratarem cada problema de uma vez isoladamente, pesquisadores independentes e de disciplinas variadas irão aos poucos integrar seus trabalhos, utilizando as RCPs como uma estrutura de suporte.

Times de cientistas desenvolveram esta metodologia em um período de mais de três anos através de uma série de congressos internacionais. O objetivo seria englobar da energia à economia, das ciências terrestres às comunidades.

“Esta metodologia nos permitirá comparar efeitos ambientais e socioeconômicos de diferentes respostas às mudanças climáticas e iIsso será extremamente importante para determinar as ações necessárias para minimizar prejuízos. Esperamos também dar às autoridades melhores ferramentas para que elas ajudem as pessoas a lidar com as transformações no clima”, resumiu Moss.


Fonte: CarbonoBrasil/PNNL



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