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24/10/2008

Aracruz pode ter que pagar um bilhão de reais

A Aracruz conta com um grande inimigo nas negociações com os bancos credores com os quais possui operações de derivativos cambiais: o tempo. Na próxima semana, ocorre mais uma etapa das verificações mensais dos contratos de "target forward" e de pré-pagamento de exportação.

Fábrica da Aracruz Celulose

 
     

A Aracruz conta com um grande inimigo nas negociações com os bancos credores com os quais possui operações de derivativos cambiais: o tempo. Na próxima semana, ocorre mais uma etapa das verificações mensais dos contratos de "target forward" e de pré-pagamento de exportação.

O valor a ser pago pela empresa dependerá fundamentalmente da cotação do dólar na data de vencimento. Com base no fechamento da moeda norte-americana nesta quinta-feira, a R$ 2,305, a companhia pode ter que desembolsar por volta de R$ 1 bilhão apenas por conta do ajuste mensal. Esse valor será em parte compensado com posições compradas em dólar, que o mercado estima um ganho de cerca de R$ 250 milhões.

O resultado líquido no caixa da empresa, portanto, seria negativo em R$ 750 milhões. E ainda restariam outros 11 ajustes mensais a serem feitos. Os cálculos foram feitos com base nas informações do balanço da empresa do terceiro trimestre, por isso as posições podem ter sido modificadas. De acordo com os dados disponíveis, a Aracruz informa que a verificação dos contratos de target forward totaliza US$ 340 milhões por mês e os contratos de pré-pagamento, US$ 180 milhões.

O target forward é, de longe, o derivativo mais nocivo, pois implica em uma perda em dobro com a alta do dólar. Por isso mesmo, o ajuste cai drasticamente se a moeda sustentar uma trajetória de queda até a próxima semana. Caso até lá o dólar caia para R$ 2,00, por exemplo, o valor a pagar aos bancos cairia para aproximadamente R$ 360 milhões. Enquanto torce para o dólar cair, a Aracruz chama os bancos para negociar.

De acordo com uma fonte, na primeira reunião entre a empresa e os credores nenhuma proposta foi colocada na mesa. "Fomos apenas apresentados ao Pérsio (de Souza, sócio da consultoria de fusões e aquisições Estáter), que ficou responsável pelas negociações", relata. As instituições financeiras também não apresentaram nenhuma alternativa à empresa no encontro, mas demonstraram disposição em alongar os prazos dos contratos.

Por conta da elevada alavancagem e dos compromissos que a empresa precisa assumir no curto prazo, os bancos esperam uma solução para a questão já nos próximos dias. As instituições não cogitam outra saída que não o pagamento integral da dívida. "Qualquer outra alternativa seria inaceitável para o mercado", ressalta uma fonte.

Como pelo menos 90% do volume dos contratos foram feitos com instituições estrangeiras diretamente em Nova York, uma eventual contestação do valor levaria a Aracruz a uma difícil e indefinida disputa jurídica internacional. Os bancos avaliam ainda que a Aracruz tem plenas condições de pagar a dívida, já que conta com exportações em volume expressivo e mercado cativo para seu produto. Esses fatores compensariam, ao menos em parte, o rombo provocado pelos derivativos.

As instituições também alegam que, por trás da empresa, encontram-se grupos fortes, que têm condições de capitalizá-la. Segundo um executivo, com o câmbio nos patamares atuais, dificilmente a empresa se livrará da situação sem um aporte de capital dos principais sócios - Votorantim Celulose e Papel (VCP) e as famílias Lorentzen e Safra. "A injeção de recursos seria também uma formidável sinalização ao mercado", observa.

O executivo de um banco de investimento que fechou vários contratos de derivativos cambiais com empresas diz que a fase de negociação com as companhias está encerrada. Pelo menos 30% delas optaram por eliminar a exposição em moeda estrangeira, converter a dívida em reais e alongar o prazo de pagamento. "A grande maioria, porém, preferiu manter as posições ou, no máximo, desalavancá-las", afirma.

 


Fonte: Fonte: Gazeta Mercantil. Adaptado por Celulose Online.



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