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19/02/2018

O agronegócio brasileiro é dinâmico e emblemático


O agronegócio brasileiro revela um desempenho vigoroso e há décadas é superavitário nas suas exportações para mais de 170 países. Somente nos anos de 2016 e 2017 obteve um saldo acumulado de US$ 153,49 bilhões, além de abastecer regularmente o mercado interno e movimentar as economias regionais, indústrias de múltiplas embalagens, agroindústrias e as empresas que operam com grãos, cereais, oleaginosas, biomassa, energia limpa renovável, açúcar, fibras, carnes e ovos, ao que se acrescentam os produtos florestais e suas singularidades tecnológicas e de mercados, inclusive na oferta de carvão vegetal que abastece as siderúrgicas brasileiras, e os históricos churrascos nesse País continental.

Em janeiro de 2018, houve um superávit nas exportações do agro brasileiro de US$ 4,92 bilhões (MAPA), bom começo de ano, indispensável aos produtores rurais e à economia brasileira.

Por muitas razões que se associam pode-se depreender que as logísticas exigidas pelo agronegócio, por sua complexidade e magnitude territorial, demandam bilhões de reais de investimentos e manutenções periódicas executadas pelo governo, no que lhe compete. Noutro ângulo, cabe-lhe também estimular e acelerar os programas de privatizações com investidores brasileiros e o capital externo, no que couber, nos cenários das rodovias, ferrovias, hidrovias, mais o transporte dutoviário (oleodutos, gasodutos, minerodutos, etc.).

Estes cenários, sem dúvida alguma, não comportam mais diagnósticos exaustivos, longos debates e embates, seminários infindáveis, sendo ainda insuficientes as ações objetivas para reduzir os gargalos entre o campo e os consumidores, face à dinâmica crescente do agronegócio brasileiro e seus compromissos internos e externos.

Noutro contexto, convergente, é preciso assegurar recursos à pesquisa agropecuária e florestal e avançar nas boas práticas de sustentabilidade dos recursos naturais, que também requer a sustentabilidade econômica do empreendedor rural, através do manejo correto dos recursos hídricos nas bacias hidrográficas, do solo, das culturas, e na proteção da fauna e da flora nas paisagens de campo, e nas áreas urbanizadas.

A natureza é uma parceira poderosa da agropecuária e do reflorestamento, em cujos plantios de eucaliptos se multiplicam também a apicultura e abrigam as abelhas, insetos polinizadores, sendo que a “Apis mellífera” se destaca na produção de mel. A Fibria Celulose, empresa brasileira líder mundial na produção de celulose de eucalipto, reúne no “Programa Colmeias,” iniciado em 2002, na região de Capão Bonito (SP), 342 apicultores que produzem mel das floradas do eucalipto, com uma produtividade excepcional de 57 quilos por colmeia/ano (Google). Minas Gerais, por sua flora diversificada e anual, produz 90% da própolis verde do País, que pode alcançar até US$ 100 o quilo no mercado externo.

Além disso, nunca será demais recordar que análise conduzida pela Embrapa, com base no Censo Agropecuário de 2006, revelou que os ganhos de produção e produtividade das safras agrícolas brasileiras foram devidos em 68% à adoção de tecnologias pelos produtores rurais; 22% relativos à mão de obra, incluindo-se a mecanização, e apenas 10% baseados no fator terra. Mercados e tecnologias explicam esse desempenho.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 5º levantamento, a estimativa da safra agrícola brasileira, 2017/2018, é 225,6 milhões de toneladas. Muito bem, se confirmada, será a segunda maior numa série histórica. Entretanto, a área de cultivos é de 61 milhões de hectares ou apenas 7,06% do território nacional e suficientes para alimentar 207,4 milhões de brasileiros (IBGE-2017), agro industrializar, e exportar como política de governo associada aos mercados, produtores rurais, empresários do agronegócio, suas organizações, e nessa dinâmica estão as ofertas das proteínas nobres na mesa da população.

Outrossim, a tese nitidamente urbana de que a agricultura devasta os recursos naturais não tem fundamento, mas aquece as polêmicas ambientalistas. A democracia estimula o controverso, porém, para conhecer é preciso medir e avaliar. Há também que se recordar que uma das causas da dilapidação da Mata Atlântica foi a crescente e densa urbanização da orla marítima brasileira desde 1500.

Além disso, em Minas Gerais, ano 2017/18, os grãos, a horticultura, fruticultura, cafeicultura e a cana-de-açúcar somam aproximadamente 5,48 milhões de hectares apropriados ou 9,35% do território mineiro, e esses produtos são emblemáticos na agro economia do Estado (Seapa).

Por acréscimo, os produtos florestais alcançaram US$ 11,53 bilhões nas exportações brasileiras em 2017, sendo 55,1% via celulose. E mais, o reflorestamento ocupa apenas 0,9% do território brasileiro, gera 4,23 milhões de empregos diretos e indiretos, dos quais 378,84 mil em Minas Gerais, que tem uma área reflorestada de 1,54 milhão de hectares, liderança nacional, cobre 2,62% do território mineiro, sem desconfigurar seus desdobramentos socioeconômicos e ambientais (AMS-2015). Vale salientar que segundo a pesquisa do Cepea/Esalq/USP/2017, 11,5 milhões de agricultores familiares também fazem parte do agronegócio brasileiro.

A tese equivocada de que o reflorestar prejudica a natureza é uma visão limitada e deve-se recomendar uma análise mais abrangente e menos preconceituosa, onde houver essa necessidade, com base em fatos científicos e tecnológicos. Contudo, é bom lembrar que os cenários de degradação ambiental nas grandes metrópoles brasileiras são inquietantes e custam muito caro ao poder público, aos contribuintes e à população. Por consequência não se deve “demonizar” apenas os empreendedores rurais, pois não existe impacto zero nas intervenções humanas nos recursos naturais, dentro e fora das paisagens rurais no Brasil.

Assim posto e entre outras conquistas das ciências e tecnologias, que convergem para o campo e nos sistemas agroalimentares numa perspectiva de tempo, é presumível que avancem mais a agricultura irrigada, agricultura de precisão, o plantio na palha, o reflorestamento, a integração lavoura, pecuária e floresta (ABC), e a gestão compartilhada dos recursos hídricos.

Acrescentem-se a obtenção de plantas, alimentares ou não, mais resistentes ao “estresse hídrico”, às pragas e doenças, bem como nos caminhos do geoprocessamento, da nanotecnologia e das genéticas animal e vegetal, e que essas e outras inovações sejam disponibilizadas para quem planta, cria, abastece, conserva, recupera e exporta, e no compartilhar saberes e experiências, o que exige também uma sintonia fina com os mercados, produtores, armazenadores, distribuidores, consumidores, pesquisadores e cientistas. Um circuito virtuoso do hoje, presente no amanhã!


Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro Agrônomo



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