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06/07/2017

Conectividade para os corredores ecológicos

Grupo Técnico formado para atuar na estratégia de manutenção da biodiversidade iniciou os trabalhos nesta terça-feira (04/07), em Brasília.


O conceito de conectividade vai permear a política de Corredores Ecológicos desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A primeira reunião do Comitê e Grupo Técnico do Programa Conectividade de Paisagens – Corredores Ecológicos foi realizada nesta terça-feira (04/07), em Brasília. O grupo foi instituído por meio da Portaria MMA nº 229/2017, publicada no Diário Oficial de 26 de junho de 2017.

O secretário executivo do MMA, Marcelo Cruz, preside a instância, responsável por promover a integração de políticas públicas que propiciem a conectividade entre as áreas naturais protegidas. Ele chamou a atenção para a necessidade do cumprimento do cronograma de atividades e da participação efetiva dos membros do grupo. 

Para o secretário de Biodiversidade, José Pedro Costa, a ideia de conectividade, onde flora e fauna possam se adaptar às mudanças climáticas, é crucial para salvar as espécies e evitar que o clima se modifique ainda mais, a partir de replantios, da segmentação de carbono e da produção de água. “Não estamos falando de um projeto ou programa, mas de uma visão de mundo que se propõe a ser integradora de ações”, afirmou. 

José Pedro Costa explicou que o trabalho de conectividade já acontecia, mas agora passa a ser oficialmente assumido pelo MMA. “Consta inclusive da própria lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, de 2000. Mas houve a decisão para que seja a trabalhado de forma mais ampla envolvendo, inclusive, outros ministérios” explicou o secretário de Biodiversidade.

CONTRIBUIÇÃO

Para o secretário de Mudança do Clima e Florestas, Everton Lucero, a iniciativa é muito bem-vinda porque vai ajudar a levar adiante a implementação dos compromissos assumidos pelo governo brasileiro no Acordo de Paris. “Definirmos junto a eles a preservação da biodiversidade, e a interconexão pelos corredores ecológicos é algo que vai multiplicar frutos e benefícios para a política ambiental brasileira”, afirmou Lucero. 

O assessor permanente do grupo, Bráulio Dias, acredita que o Brasil pode assumir liderança internacional na área a partir deste trabalho. “Não podemos colocar em risco o investimento das duas últimas décadas. Se os corredores continuam isolados vamos perder fauna e flora, ou seja, biodiversidade. A solução é o estabelecimento da conectividade entre elas”, disse Bráulio, que atuou entre 2012 e 2016 como secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas (ONU).

AGENDA

A importância de se considerar os povos e comunidades tradicionais no processo de conectividade das áreas foi lembrada pela secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Juliana Simões. Já o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, Jair Tannús, reforçou que todas as secretarias do MMA vão contribuir com as questões dos corredores ecológicos, agenda que permeia as diferentes áreas de atuação do MMA.

Na reunião foram apresentados planos de ação e cronograma para as primeiras atividades do grupo, composto por titular e suplente representando unidades do MMA e dos órgãos vinculados, Agência Nacional de Águas, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Ibama, ICMBio e Serviço Florestal Brasileiro. E ainda por representantes dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Relações Exteriores e Defesa. 
 
SAIBA MAIS: 

Corredores Ecológicos

O Programa Corredores Ecológicos é uma estratégia para a gestão da paisagem no Brasil ao integrar as políticas públicas do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) com a implementação do Código Florestal. A medida ordena as áreas de florestas e de conservação em propriedades privadas e gera a conectividade desejada com áreas públicas protegidas, em harmonia com o setor agrícola e florestal.

A dimensão nacional do projeto permite a construção de um panorama continental na América do Sul e promove a base para o diálogo com países vizinhos e parceiros em todo o mundo. No Brasil, o programa recebe contribuição da academia, por meio do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, além de grupos de ONGs e de iniciativas da Reserva da Biosfera da Unesco.


Fonte: Ministério do Meio Ambiente



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19/04/2018 às 14:36

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