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08/06/2016

Chance do La Niña é de 100%

Foto ilustrativa: CPTEC/ INPE
O mercado financeiro só quer saber das chances do fenômeno La Niña se confirmar para 2016. A informação é altamente relevante pois revela o perfil das condições climáticas que devem incidir sobre a safra norte-americana e também da América do Sul.

Em entrevista ao Mercado&Cia, o PhD em meteorologia e professor da Universidade Federal de Alagoas, Luiz Carlos Molion, afirmou que a incidência do fenômeno em 2016 já está totalmente garantida.

“A chance é de 100% do La Niña não tem 75% de chance,não. O fenômeno já esta se instalando, as águas do oceano Pacífico já estão começando a se esfriar. Obviamente a gente ainda não tem ideia da possível intensidade que ele venha a ter. Se seguir os mesmo passos do pós El Niño de 1997 e 1998 devemos ter o La Niña persistindo pelo resto desse ano e pelo próximo ano”, destacou Molion.

A meteorologista da Somar, Desirée Brandt também apontou sinais da chegada do fenômeno.
“Já tem alguns indícios de água com temperatura abaixo do normal no Pacífico e é um sinal de que o La Niña está se instalando. No entanto, a gente não vai sentir imediatamente os efeitos. Vai ser mais no decorrer do segundo semestre que a gente começa a sentir os efeitos do La Niña”, esclarece.

E quais efeitos podem ser esperados para este La Niña? Na opinião de Molion, o fenômeno está com características diferentes das usuais em ocorrem mais chuvas no nordeste e secas no sul do Brasil, por exemplo.
“A configuração global está um pouco diferente. Houve um período de 1976 e 1998 que realmente isso acontecia, que os La Niñas produziam muitas chuvas no nordeste e seca no sul. A ocorrência dos La Niñas que vão ocorrer agora serão semelhantes ao da década de 40 e 50 em que na realidade vamos ter chuvas em torno da média”, destacou.

A incidência do fenômeno La Niña já permite antecipar alguns dos efeitos no Brasil e nos Estados Unidos, destaca Desirée Brandt.
“A safra norte-americana vai sentir os efeitos no final. Traz o risco da formação de geada. Enquanto no ano passado os norte-americanos ainda estavam colhendo em setembro e outubro, neste ano a colheita mais tarde é arriscada porque o frio pode chegar mais cedo em virtude do La Niña. No Brasil, a gente já consegue ter a expectativa de um verão mais complicado para o sul com o La Niña totalmente instalado. Para o Rio Grande do Sul é bastante preocupante já que O estado já costuma ter um verão com secas regionalizadas, quando a gente tem o La Nina aumenta o risco de seca no verão”,explica.


Fonte: Canal Rural



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