Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/storage/7/ab/56/ciflorestas/public_html/controle/nuvemtags_gerar.php on line 16

Warning: max() [function.max]: Array must contain at least one element in /home/storage/7/ab/56/ciflorestas/public_html/controle/nuvemtags_gerar.php on line 53

Warning: min() [function.min]: Array must contain at least one element in /home/storage/7/ab/56/ciflorestas/public_html/controle/nuvemtags_gerar.php on line 55
CIFlorestas>>Notícia>>Sistema de monitoramento agrícola é ampliado para América do Sul

Facebook Twitter RSS

Notícia

Versão para impressão
A-
A+


27/05/2016

Sistema de monitoramento agrícola é ampliado para América do Sul

Pesquisadores e técnicos que atuam com agricultura vão poder acessar, no segundo semestre, o SATVeg internacional, instrumento que abrangerá toda a América do Sul, e não apenas o Brasil. Ele será uma ampliação do sistema web disponibilizado em 2015 pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) - vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) - para planejamento e gestão da terra a partir de imagens de satélite. A consulta poderá ser feita em três idiomas: português, espanhol e inglês.

Foto: Lilian Alves
O Sistema de Análise Temporal da Vegetação (SATVeg) foi desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária para permitir a observação de séries temporais de índices de vegetação por meio de imagens de satélite, oferecendo apoio a atividades de monitoramento agrícola e ambiental em todo o território brasileiro.

A ferramenta oferece apoio a atividades de monitoramento agrícola e ambiental em todo o território brasileiro e auxilia instituições de pesquisa, universidades e ONGs em trabalhos e estudos relativos ao uso e cobertura da terra. Com ele, é possível identificar o que é uma área urbana, cultura anual, cana-de-açúcar, pasto ou mata, por exemplo.

O sistema leva em consideração, inclusive, a grande frequência com que as áreas agrícolas do país sofrem alterações. Assim, pode-se acompanhar o ciclo de uma cultura agrícola e sua intensificação, os desflorestamentos e até a detecção de cheias em regiões pantaneiras.

Antes do SATVeg, as análises das séries históricas exigiam robustos processamentos de imagens e a produção dos gráficos dependia de conhecimentos técnicos específicos. Atualmente, os algoritmos desenvolvidos no sistema possibilitam observar e monitorar os índices de vegetação de forma mais ágil e eficiente, por meio de gráficos produzidos automaticamente.

A tecnologia ajuda o governo brasileiro a elaborar políticas públicas ambientais e agrícolas e oferece dados importantes a pesquisadores, estudantes, técnicos de geoprocessamento, gestores públicos, consultores e outros usuários do setor produtivo. A ferramenta foi criada no final de 2015 com base em imagens de satélites disponibilizadas publicamente pela NASA do ano 2000 em diante.

Com esse recurso, é possível medir o índice de vegetação, ou seja, a quantidade de fitomassa existente em determinada área. As informações disponíveis permitem que se acompanhe, ao longo do tempo, o comportamento da vegetação na superfície terrestre, auxiliando em trabalhos e estudos relativos ao uso e cobertura da terra e suas transições.

Por isso, análises realizadas com base em dados de alta resolução temporal possibilitam acompanhar regularmente o desenvolvimento das culturas ou a área agrícola, com base nos índices vegetativos, que representam o comportamento da fitomassa ao longo do tempo. As informações são extraídas de imagens de satélite e mostram o quanto de vegetação existe na área observada, a partir de quadrículas com dimensões de 250 por 250 metros na superfície terrestre.

Mapeamento de culturas

A ferramenta possibilita o acompanhamento sistemático da agricultura brasileira e auxilia no mapeamento das culturas, permitindo conhecer com mais precisão seu comportamento. Cada perfil sobre o uso e a cobertura da área é gerado por meio de composições de 16 dias produzidas pelo sensor MODIS, provenientes dos satélites TERRA e AQUA, atualizadas regularmente.

Para tornar a plataforma ainda mais eficaz, o SATVeg fornece ao usuário uma interface GoogleMaps para a seleção das áreas de interesse, ferramentas para filtragem das séries temporais, módulos para carregamento de arquivos vetoriais e cálculo de perfis médios. Antes do SATVeg, as leituras eram feitas pelas imagens, e a produção de gráficos era manual. Já o sistema faz uma leitura histórica e gera gráfico s de forma automática.

A tecnologia fornece dados inequívocos do processo de uso, ocupação e expansão da terra. Isso facilita, por exemplo, a aplicação da legislação ambiental, especialmente pelo histórico gerado, fundamentado em períodos, como, por exemplo, o processo de acompanhamento de reflorestamento pelo Código Florestal, além da administração e do monitoramento de programas de intensificação do uso da terra.

Os projetos de pesquisa Metodologia para o monitoramento da atividade agrícola brasileira (Mapagri), TerraClass Amazônia e TerraClass Cerrado fizeram uso dos recursos técnicos disponíveis no SATVeg.

SATVeg pode ser acessado gratuitamente por meio de um cadastro simples.


Gestão territorial para a sustentabilidade da nossa agricultura

A Embrapa Gestão Territorial, que está completando cinco anos de atividades, contribui para consolidar a atuação da Embrapa nessa área do conhecimento e vem trabalhando em redes de cooperação com demais unidades da Embrapa e com outras instituições, buscando sempre gerar resultados diretamente aplicáveis e relevantes. Com frequência sou indagado sobre gestão territorial, qual sua aplicação e sua relação com sustentabilidade da agricultura. Começando pelas possíveis aplicações, posso citar alguns exemplos.
 
A Embrapa vem trabalhando no mapeamento da vulnerabilidade das águas subterrâneas, no planejamento da vigilância e do controle territorial de ameaças fitossanitárias, e ainda na definição de estratégias para aumento da produção de trigo e de leite nas diferentes regiões brasileiras.

Utilizando um Sistema de Informação Geográfica, a Embrapa Gestão Territorial realizou o mapeamento das áreas onde as águas subterrâneas estão vulneráveis à contaminação no Cerrado brasileiro.

Foram identificadas áreas com maior vulnerabilidade na região sudeste e centro-leste do Mato Grosso, oeste da Bahia, sudoeste de Goiás, norte de Mato Grosso do Sul. O trabalho será detalhado e expandido para outras regiões agrícolas do País, dada a importância estratégica desse recurso natural. Água é essencial para a manutenção de todas as formas de vida sobre a Terra e para o funcionamento dos ecossistemas. Os recursos hídricos são fundamentais para várias atividades humanas e a presença ou ausência de água de qualidade determina a ocupação de territórios e o futuro de gerações.

A Embrapa conta com bases de dados geograficamente referenciados e, em cooperação com outras instituições, tem capacidade técnica para identificar as prováveis vias de ingresso de pragas agrícolas no País e as possíveis rotas de disseminação, bem como a localização das lavouras ameaçadas. Dessa forma, os postos de vigilância fitossanitária podem atuar de forma conjunta e coordenada na prevenção da entrada e no combate ao estabelecimento de pragas agrícolas no território brasileiro. Sabemos que, se a entrada da praga Helicoverpa armigera fosse evitada, não ocorreriam prejuízos estimados em mais de 10 bilhões de reais.

Outro trabalho demonstra o grande potencial do Brasil como produtor de trigo, atendendo o consumo interno e até permitindo a exportação. Os resultados fornecem indicativos de que as políticas públicas podem ser direcionadas às regiões tradicionais de produção, na busca pela minimização das variações na quantidade produzida ao longo do tempo e visando à melhor qualidade do trigo. Assim como, podem levar à retomada de áreas de produção de trigo hoje em declínio ou estagnação. Se a autossuficiência na produção de trigo for obtida, teremos um impacto positivo estimado em torno de 4 bilhões de reais por ano e uma grande contribuição para a segurança alimentar da população brasileira.

A produtividade média nacional de leite no Brasil é baixa quando comparada a de outros países. A adoção de tecnologias proporcionará o aumento da produção, além da melhoria na qualidade do leite. A análise realizada pela Embrapa comparou duas estratégias de identificação de municípios prioritários para ações de transferência tecnológica em regiões atualmente com alta ou baixa produtividade do rebanho leiteiro. Com ambas as estratégias pode-se obter o aumento de 40% na produção de leite no país, o que representaria um incremento estimado em cerca de 13 bilhões de reais por ano, além de uma enorme contribuição para a segurança na oferta de alimentos – leite e seus derivados.

Esses são exemplos de aplicações da gestão territorial em temas estratégicos. Outros exemplos que podem ser citados vêm da análise da dinâmica da agropecuária brasileira, como no caso da cultura de soja e dos rebanhos bovinos, da adequação entre rebanho bovino de corte e alcance geográfico de frigoríficos e da caracterização das áreas de produção agrícola e da infraestrutura e logística da região do MATOPIBA.

O território, além do meio físico e dos recursos naturais, inclui os aspectos sociais, econômicos e políticos. Assim, para a efetiva gestão territorial, busca-se tornar o conhecimento do território mais acessível aos gestores para possibilitar-lhes visões e decisões estratégicas. A gestão territorial surge do reconhecimento da importância das políticas e dos instrumentos de ordenamento do território. O espaço geográfico passa a ser a unidade integradora e o uso de geotecnologias, como ferramentas de sistematização de informações e conhecimento, suporta a gestão territorial e aumenta sua eficiência.

Vintes anos atrás o desafio era incorporar o conceito de sustentabilidade na agricultura, considerando os aspectos econômicos, sociais e ecológicos. Hoje o conceito de sustentabilidade é amplamente aceito e deixar de considerar a distribuição e a movimentação das atividades agrícolas, pecuárias, florestais e agroindustriais pode comprometer a sustentabilidade da agricultura. A agricultura é difusa e sua dinâmica no espaço geográfico e ao longo do tempo requer base territorial na formulação, implantação e o acompanhamento das políticas públicas e de setores privados de interesse nacional.

 
Claudio Spadotto


Fonte: MAPA



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (1)


Rodrigo Becker disse:

28/05/2016 às 09:32

bom dia fiz cadastro e gerou link, ativei a conta, mas da c?digo 404 e n?o abre o satVeg

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

As mais lidas


Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

O que você acha da implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR)?

Trará benefícios aos produtores rurais
Trará benefícios ao meio ambiente
Trará benefícios apenas para o governo
Trará benefícios aos produtores rurais, ao meio ambiente e ao governo
Não muda a situação dos produtores rurais, nem do meio ambiente

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


1502 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey