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09/03/2016

Biomassa florestal, a substituta dos combustíveis fósseis.

Marcos Antonio da Silva Miranda é Engenheiro e Mestre em Ciência Florestal pela UFV, com dissertação defendida em março de 2015 com ênfase em manejo, economia e biomassa florestal. Atualmente é supervisor florestal na Archer Daniels Midland-ADM.

Fonte da imagem: Própria da tese.

      A matriz energética brasileira é bastante diversificada e sustentável se comparada com outros países, entretanto, as fontes não renováveis ainda representam mais de 53% da produção de energia primária no país. Por isso, tem aumentado nos últimos anos o apelo pela diversificação e o crescimento da participação de fontes renováveis na matriz energética. Nesse sentido, a biomassa florestal é considerada um dos combustíveis mais promissores para crescimento.
     O estudante, Marcos Antônio da Silva Miranda procurou em sua dissertação de mestrado identificar e avaliar o potencial da biomassa florestal como fonte de energia térmica industrial.
   Estimou-se a área florestal demandada no caso de substituição dos principais combustíveis fósseis pela biomassa florestal, calculou-se o custo com combustível para geração da energia térmica, avaliou-se o impacto social positivo através da geração de empregos e, por fim, realizou-se uma análise da utilização da biomassa florestal para produção de energia térmica industrial através da Matriz SWOT.
    Verificou-se que a biomassa florestal ocupa a sexta posição na matriz energética do setor industrial e, portanto, possui grande espaço a ser conquistado. A área de floresta demandada para substituição dos combustíveis fósseis pode chegar até 2,9 milhões de hectares quando substituídos 100% dos combustíveis, gás natural, óleo diesel, óleo combustível e gás GLP. Quando se fala em custo de produção, a tonelada de vapor utilizando o cavaco é no mínimo 34% mais barata do que quando se utiliza os demais combustíveis fósseis.
      As vantagens da biomassa florestal para a produção de energia térmica são: ser um combustível renovável, o custo competitivo, a alta produtividade por hectare, a geração de empregos e a possibilidade de produção em todas as regiões do país.
      Por outro lado, as desvantagens são a baixa concentração de energia por tonelada de madeira em comparação com os derivados do petróleo, a comercialização ser feita por volume ao invés de peso, os problemas na logística de escoamento da produção e a falta de uma figura de representatividade organizacional efetiva e atuante frente aos órgãos públicos e privados.
Esse e outros artigos e trabalhos do setor florestal podem ser acessados no site da Biblioteca Digital Forestal através do link.


Fonte: Giovani André Barbosa -Polo de Excelência em florestas.



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Comentário(s) (2)


Marcos Miranda disse:

29/03/2016 às 00:18

Meu nobre amigo Gl?ucio. Muito obrigado pelas considera?es.

Agora na iniciativa privada, trabalhando exatamente com a produ??o de madeira (biomassa) para energia, tenho mais certeza da viabilidade desta utiliza??o da madeira e o qu?o ela ? importante para desenvolvimento do setor florestal brasileiro. Espero que as pol?ticas p?blicas beneficiem a gera??o de energia a partir da madeira, pois o que depender do setor privado para aumentar esta utiliza??o n?o tenho d?vidas que ser? feito.
Grande abra?o!!!

Professor Glaucio Marcelino Marques disse:

28/03/2016 às 09:09

Acompanhei o Marcos durante boa parte de sua trajet?ria acad?mica e neste per?odo pude perceber seu real interesse pelo assunto . Profissional bastante comprometido com o setor florestal em todos aspectos sociais, econ?micos e ambientais . Todo este esfor?o e dedica??o resultaram sem d?vida neste excelente trabalho,que agora ? colocado ? disposi??o da sociedade atrav?s do CIFLORESTAS .

Parab?ns a todos .


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