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28/01/2016

Aporte de serapilheira em plantio de recomposição florestal em diferentes espaçamentos

Artigo submetido à Revista Ciência Florestal, Santa Maria, v. 25, n. 1, p. 1-11, jan.-mar., 2015, de autoria de Jorge Makhlouta Alonso, Paulo Sérgio dos Santos Leles, Lucas do Nascimento Ferreira e Norton da Silva Araújo Oliveira, relata sobre o Aporte de serapilheira em plantio de recomposição florestal em diferentes espaçamentos.

Foto ilustrativa - Google
A Mata Atlântica é um dos biomas com maior biodiversidade e também um dos mais ameaçados do mundo, sofrendo impactos decorrentes da ação humana, desde a época da colonização do Brasil. A recomposição florestal é uma das ferramentas que pode ser utilizada no intuito de recuperar e conservar áreas de Mata Atlântica.

A implantação de uma floresta requer o emprego de técnicas adequadas, que são definidas em função de uma avaliação detalhada das condições do local. Alguns plantios fracassam em decorrência dos poucos conhecimentos técnicos, sobre o restabelecimento dos diferentes processos ecológicos em reflorestamentos para fins de conservação. Dessa forma, são indispensáveis pesquisas que apontem as técnicas mais adequadas para o sucesso deste tipo de empreendimento, como exemplo, pode-se citar a escolha das espécies, o espaçamento de plantio, o controle de plantas daninhas e de pragas.

Dentre os indicadores utilizados para verificar o sucesso de plantios de recomposição florestal, pode-se citar a sobrevivência e o crescimento das plantas, o estudo da avifauna, o levantamento da fauna do solo e o aporte de serapilheira.

Diante deste contexto, o trabalho tem por objetivo avaliar o aporte de serapilheira, durante o período de um ano, em plantio de recomposição florestal implantado em diferentes espaçamentos. O plantio foi realizado em novembro de 2004, na Usina Termoelétrica Barbosa Lima Sobrinho, Seropédica – RJ. Em dezembro de 2007 foram instalados nove coletores circulares, que foram presos às árvores com fio de nylon, nos quatro diferentes espaçamentos: 1 x 1 m; 1,5 x 1,5 m; 2 x 2 m e 3 x 2 m. As coletas foram feitas mensalmente até dezembro de 2008. O material foi levado ao laboratório, separado em folhas, galhos, reprodutivos e miscelânea e após ser seco em estufa a 65ºC por 48 horas, foi pesado. Os valores encontrados para deposição total de serapilheira foram, do mais ao menos denso espaçamento: 6,93; 4,48; 5,12; e 3,71 Mg ha-1.

Os resultados mostraram que a deposição de serapilheira foi maior na estação seca, sendo o padrão sazonal observado semelhante em todos os espaçamentos. Entre os espaçamentos estudados, 1 x 1 m foi o que apresentou maior deposição de serapilheira, sendo a fração folhas predominante em todos os espaçamentos. Não houve correlação entre o aporte de serapilheira e a área basal nos diferentes espaçamentos. A deposição de serapilheira nos diferentes espaçamentos correlacionou-se positivamente com seus respectivos índices de cobertura de copa. Os valores de serapilheira produzida nos diferentes espaçamentos podem ser considerados semelhantes aos encontrados em outros trabalhos realizados em matas secundárias próximas a área de estudo, sugerindo o restabelecimento da deposição de serapilheira característica de ecossistemas florestais na região e, consequentemente, do processo de ciclagem de nutrientes.
 
Esse e outros artigos e trabalhos do setor florestal podem ser acessados no site da Biblioteca Digital Forestal através do link: http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/14255


Fonte: Camila Oliveira Batista - Bolsista BIC: Biblioteca Florestal Digital.



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Comentário(s) (1)


Ricardo El?i de Ara?jo disse:

11/02/2016 às 10:15

Existe uma grande quantidade de florestas nativas a ser recuperada no Brasil objetivando a regulariza??o ambiental. Ent?o, o tempo urge, n?o podemos esperar e as atitudes precisam ser tomadas. Assim, o caminho menos arriscado ? a indu??o da regenera??o natural, onde o m?ximo que o ser humano deve fazer nas ?reas a serem recuperadas ? isol?-las, aceir?-las e instalar atrativos para a fauna. Pode-se at? plantar algumas mudas de esp?cies da flora local, mas, depois de tomadas estas primeiras provid?ncias, n?o h? mais nada que se possa fazer do que monitorar e aguardar os resultados surgirem no tempo certo definido pela natureza. N?o adianta ter pressa, pois isto ? um processo a ser iniciado em uma gera??o e "terminado" nas pr?ximas, quando a floresta atingir? seu cl?max. Mas, infelizmente, ainda impera nos ?rg?os ambientais a ideia de que a recomposi??o da flora nativa s? ? poss?vel sob interven??o total do ser humano, atrav?s do tal plantio no sistema em quinc?ncio. Isto alimenta irracionalidades das mais absurdas, tal como ocorre nas promotorias de defesa do meio ambiente, onde um inqu?rito n?o ? fechado enquanto uma floresta n?o for recuperada, sendo que os promotores querem pressa em um processo natural que demora pelo menos 50 ou 100 anos, ou mais.

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