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06/10/2015

5º Congresso Florestal Paranaense vai apresentar inovações do setor

A abertura do congresso foi realizada na Fiep, em Curitiba, com a presença de diretores de empresas, entidades representativas do setor, além de pesquisadores, professores e estudantes de engenharia florestal

Lideranças do setor florestal na abertura do congresso Fotos: Wiliam Aquino

Com o tema Novas Tecnologias Florestais, o 5º Congresso Florestal foi iniciado na noite desta terça-feira, 6, no Campus da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Ao todo, serão mais de 20 palestras e apresentações de trabalhos de pesquisas na área florestal. O presidente de Honra do Congresso, Sebastião Amaral Machado, iniciou os trabalhos destacando que o evento é uma sequência com um lastro de boa continuidade.

O diretor executivo da Apre – Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal – Carlos Mendes, que coordena o congresso, frisou que depois de 20 anos sem o congresso foi feita a quarta edição há dois anos e agora chega o momento do quinto congresso. “O setor florestal vem se desenvolvendo com muitas pesquisas eficientes. É natural que façamos mais congressos, porque desenvolver pesquisas é um grande investimento e o congresso é o local ideal para mostrar os resultados de inovação”, disse Mendes.

O coordenador do curso de engenharia florestal da UFPR – Universidade Federal do Paraná -, professor Umberto Klock, elogiou o grande esforço dos idealizadores do evento, ou seja, empresas, entidades representativas, pesquisadores e professores. Paulo Pupo, superintendente da Associação Brasileira da Indústria da Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) e vice-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), disse que os governos precisam fazer o dever de casa e trabalhar em conjunto com quem gera emprego. “O setor florestal gera 85 mil empregos no Paraná e isso não pode ser ignorado. Temos um DNA exportador e precisamos de políticas setoriais fortes”, analisou.

Para Paulo Pupo, o Brasil não pode perder competitividade por conta das taxações impostas pelos países concorrentes. “Infelizmente, o Brasil passa por um momento ruim e a solução é a coalização do setor produtivo. O setor florestal precisa de financiamentos, porque gera empregos, superávit para balança comercial. A indústria de base florestal é forte e o governo precisa ver isso. O nosso ativo florestal corre um grande risco por conta da omissão governamental, além de logísticas perversas. O setor florestal pode contribuir para o setor energético, mas o governo precisa acordar”, criticou Pupo.

O diretor presidente do Instituto de Florestas do Paraná (IFP), Benno Doetzer, disse que o setor florestal é fundamental para a economia do Estado. São mais de um milhão de hectares de florestas plantadas, com exportações que superam US$ 1 bilhão por ano. “O Paraná é pioneiro em entender as florestas plantadas como uma cultura importante para a economia. Hoje, a cadeia produtiva está mais ampla por conta das pesquisas e da força da iniciativa privada”, observou.

Edson Tadeu Iede, chefe-geral da Embrapa Florestas, deixou claro que a sinergia do setor de pesquisas com a iniciativa privada tem dado contribuições importantes para o desenvolvimento de novos produtos. Ele garantiu que as pesquisas continuarão com o objetivo de desenvolver o setor de maneira racional e acelerada, de acordo com as necessidades do mercado, florestais, econômicas e até antropológicas. “Fazemos o processo de inovação com os parceiros da indústria. Temos que ampliar esta sinergia”, avaliou Iede.

Beatriz Palatinus Milliet, executiva da área de Assuntos Políticos e Institucionais da Ibá, na palestra de abertura
Beatriz Palatinus Milliet, executiva da área de Assuntos Políticos e Institucionais da Ibá, na palestra de abertura

Ibá inicia ciclo de palestras abordando as novas fronteiras da tecnologia

A executiva da área de Assuntos Políticos e Institucionais da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Beatriz Palatinus Milliet, proferiu a primeira palestra do 5º Congresso Florestal Paranaense dando ênfase à união do setor, que no caso somam 69 instituições por todo o País.

Para Milliet, os indicadores econômicos mostram R$ 60 bilhões de faturamento em 2014, com exportações de US$ 8,5 bilhões, ou seja, 5,5% do Produto Interno Bruto Industrial (PIB). O setor representa 3,8% do total de exportações do País. De acordo com Milliet, o setor florestal terá bastante responsabilidade e oportunidade levando-se em conta a COP-21, Conferência Internacional sobre o Clima, que será realizada no fim do ano na França. “O Brasil pode dar um grande exemplo ao mundo por meio do setor florestal. A Ibá está trabalhando neste fortalecimento”, enfatizou Milliet.

A inovação passa pelo desenvolvimento de uma indústria sustentável, ou de baixo carbono. Os dados da Ibá apontam para um plantio de 7,74 milhões de hectares em florestas plantadas com o objetivo de dobrar de tamanho até 2020. “Tudo isso se dá em menos de 1% no nosso território. São 4,8 milhões de hectares de florestas certificadas e 5,4 milhões de hectares com áreas preservadas. A vantagem do Brasil está na produtividade, com melhoramento genético, técnicas de clonagem, manejo do solo, colheita mecanizada, fertilização e outras ações”, disse.

De acordo com Beatriz Palatinus Milliet, a produtividade brasileira vai aumentar ainda mais porque as empresas estão investindo e as universidades estão pesquisando. “O eucalipto transgênico vai revolucionar a indústria, com resistência a pragas, doenças. No pinus, o caminho é a biotecnologia,que já está gerando lubrificantes, tecidos, biocombustíveis, energia, material de limpeza e remédios, além da nanotecnologia”, acrescentou Milliet.



Fonte: Painel Florestal



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Comentário(s) (1)


qj7QsBYw3Ov disse:

15/11/2015 às 03:35

CoronelNe3o podemos esceequr, Coronel, que o Coveiro do PT e9 pau-mandado do Lula dentro do governo. Assim, o que ele este1 adiantando a respeito do Cf3digo Florestal, e9 o que Lula ordenare1 a Dilma que fae7a, isto e9, vetar tudo o que ff4r possedvel. E o Poste obedecere1.Lula ne3o gosta do Agrnegf3cio. Lula gosta e9 do MST com sua favelizae7e3o campesina.O agronegf3cio europeu, americano, australiano etc e tal, agradecem efusivamente. E os pseudo defensores do meio ambiente nadare3o em orgasmica felicidade.Se os pree7os dos alimentos subirem, a culpa sere1 de FHC, dazelite e duzamericanu. E o pove3o que se lixe.Cabo

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