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01/10/2015

Comportamento espectral de folhas de Eucalyptus globulus (Labill.) atacadas por Mycosphaerella spp. nas regiões do visível e do infravermelho próximo do espectro eletromagnético

Artigo submetido à Revista Ciência Florestal, Santa Maria, v. 25, n. 1, p. 211-219, jan.-mar., 2015, de autora de Diogo Belmonte Lippert, Ana Caroline Paim Benedetti, Marlove Fatima Brião Muniz, Rudiney Soares Pereira, Carlos Alberto Biernaski Junior, Elder Finkenauer e Elias Fernando Berra, relata sobre o Comportamento espectral de folhas de Eucalyptus globulus (Labill.) atacadas por Mycosphaerella spp. nas regiões do visível e do infravermelho próximo do espectro eletromagnético.

Imagem de divulgação do NSFFA
Para os plantios florestais no estado do Rio Grande do Sul, espécies com características silviculturais de resistência a frios severos com ocorrências de geadas, com pouca exigência a solos férteis e profundos, como Eucalyptus globulus (Labill.), são promissoras para utilização industrial. No entanto, a espécie enfrenta problemas de desenvolvimento em diversos países do mundo, por ser suscetível ao ataque do fungo Mycosphaerella spp. (ALFENAS, 2009; PÉREZ, 2009). A doença causada por esse patógeno apresenta como sintomas manchas foliares, as quais sucedem o desfolhamento da copa das árvores atacadas (CROUS et al., 2004).

No Brasil e em grande parte do mundo, a maioria dos métodos utilizados para a detecção de doenças em povoamentos florestais é baseada em avaliação visual (NILSSON, 1995; STEDDOM et al., 2005). No entanto, a limitação das técnicas visuais reside na demora e no intenso trabalho quando implementadas em grandes áreas (KOBAYASHI et al., 2001). Uma das maiores dificuldades enfrentadas por produtores e pesquisadores no controle de doenças florestais é o tamanho dos povoamentos, pois, nos grandes plantios, a localização e o conhecimento da distribuição espacial dos patógenos e o estágio em que a infecção se encontra são de extrema dificuldade, sendo a doença apenas detectada após as plantas estarem muito atacadas e comprometidas.

Há alguns anos, imagens de satélite vêm sendo utilizadas para o monitoramento de culturas agrícolas e florestais (AGRIOS, 2005). Mais recentemente, a disponibilidade de sensores eficientes em descrever o comportamento espectral da vegetação aumentou a possibilidade de se obter informações sobre a tipologia, a estrutura do dossel, o estágio fenológico da cultura, as condições de estresse e a falta de nutrientes (JENSEN, 2009). Um desses sensores é o espectrorradiômetro, sensor terrestre que tem a função de registrar a energia refletida por um determinado alvo como, por exemplo, a vegetação, gerando uma assinatura espectral capaz de descrever seu comportamento fisiológico (HATCHELL, 1999).

De acordo com o contexto,  o trabalho tem como objetivo analisar o comportamento espectral de folhas de Eucalyptus globulus atacadas em quatro diferentes níveis de severidade pelo fungo Mycosphaerella spp. em diferentes posições na copa da árvore, nas quatro estações climáticas, considerando duas regiões do espectro eletromagnético: visível e infravermelho próximo. Foram realizadas coletas de material vegetativo em todas as estações climáticas, em diferentes posições na árvore (base, meio e extrato superior da copa). Em laboratório, as folhas foram classificadas em quatro níveis de severidade (sadio, pouco, medianamente e muito atacado) e posteriormente efetuadas as medidas de reflectância espectral com auxílio de um espectrorradiômetro.

O comportamento espectral das folhas de Eucalyptus globulus é característico de acordo com o nível de severidade da doença, diferindo dos demais principalmente em altos níveis de infecção por Mycosphaerella spp. e diferenciam-se principalmente de folhas sadias e de folhas pouco atacadas, em ambas as regiões do espectro eletromagnético, esse comportamento ocorre para as diferentes posições da copa e estações climáticas variando a quantidade de energia refletida.  Conclui-se, assim, que a reflectância das folhas de Eucalyptus globulus atacadas por Mycosphaerella spp. difere de acordo com a posição na copa da árvore e a estação climática em que foram coletadas e níveis avançados da severidade da doença.
 


Fonte: Biblioteca Florestal



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Comentário(s) (1)


WMFMx2h5EatF disse:

15/11/2015 às 05:31

Aah! Me encanta!! El veddeo este1 guapedsimo, muy carurdo!! La verdad es que me alegro de haber ido, porque el sitio es diferente, y a pesar de lo que pueda parecer, muy tranquilo (solo si te encuentras a algfan semi-militar jugando te asustare1s, pero de otra manera, ne1 de ne1)

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