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26/08/2015

Clonagem de Tectona grandis Linn f. por estaquia e miniestaquia

Dissertação apresentada à Universidade Federal de Viçosa, de autoria de Yorleny Badilla Valverde, relata sobre a Clonagem de Tectona grandis Linn f. por estaquia e miniestaquia.

fincaleola
 A Teca (Tectona grandis Linn. F.), espécie arbórea pertencente à família Lamiaceae, destaca-se por ser uma das mais antigas madeiras utilizadas no comércio mundial, sendo altamente apreciada em razão de sua qualidade, estabilidade, durabilidade, resistência natural e excelentes propriedades físicas e mecânicas (LAMPRECHT,  1990;  GOH;  GALIANA,  2000). A madeira é muito utilizada na construção naval, em estruturas, em pisos, em chapas, em painéis, em postes, em dormentes, mas especialmente na produção de peças de usos nobres e em móveis finos devido à sua resistência à ação do sol, calor, frio, da água de chuva e do mar (GOMES, 2002).

Existem grandes diferenças nas condições de crescimento em ambientes naturais e também grandes diferenças genéticas entre origens de teca, as quais têm sido alvo de investigações científicas, podendo a produtividade ser substancialmente melhorada a partir de seleção cuidadosa de procedência e de genótipos superiores (GOH;  MONTEUUIS,  2005). Testes clonais de genótipos, criteriosamente, selecionados podem representar a solução mais adequada na implantação de floresta, principalmente no estabelecimento de pomares de sementes clonais, assim como na propagação clonal de indivíduos superiores com características desejáveis, previamente selecionadas (MONTEUUIS;  GOH, 1999).   

Neste contexto, a propagação vegetativa da teca tem papel importante, devido às vantagens que oferece à silvicultura clonal. Seu uso econômico é justificado principalmente quando há disponibilidade de genótipos de alta produtividade e, ou, sementes de insumo são limitantes  (ALMEIDA et al., 2007). Além disso, um programa que utiliza a propagação vegetativa pode multiplicar com maior rapidez e eficiência os resultados de programas de melhoramento genético, reduzindo os custos finais  (ASSIS, 1996). Outros benefícios do emprego da silvicultura clonal são decorrentes da uniformização dos plantios, da maximização dos ganhos em produtividade e da qualidade da madeira, da melhor adaptação dos clones à área a ser plantada e do aproveitamento de combinações híbridas específicas, aliado à racionalização das atividades operacionais e aos custos competitivos (XAVIER et al., 2013).

Assim o presente trabalho visou avaliar a propagação de quatro clones de Tectona grandis por meio da estaquia e miniestaquia. Como objetivos específicos têm-se: 1) avaliar a influência da densidade de minicepas em minijardim clonal quanto à sobrevivência de minicepas e à produção de miniestacas; 2) avaliar a eficiência do regulador de crescimento AIB no enraizamento de miniestacas; 3) avaliar a influência da redução da área foliar e do intervalo de tempo entre coleta/preparo e estaqueamento na sobrevivência e enraizamento de miniestacas, e; 4) avaliar técnicas de resgate de árvores selecionadas quanto à propagação vegetativa pelo enraizamento de estacas. Este estudo foi realizado no viveiro clonal da empresa Agrícola Verde Novo Ltda., localizada no município de Colíder, Mato Grosso, Brasil, sendo utilizados quatro clones de Tectona grandis (Carapá, Ipê, GU5 e TB7), estabelecidos em minijardim clonal em sistema hidropônico.

Técnicas de resgate foram avaliadas em árvores selecionadas aleatoriamente em plantios comerciais (propagados via seminífera) de 5, 10 e 15 anos de idade, na fazenda Bacaeri, localizada no município Alta Floresta, Mato Grosso. Os resultados indicaram altos porcentuais de sobrevivência e enraizamento de miniestacas na saída da casa de vegetação e da sobrevivência na saída da casa de sombra, independentemente das dosagens de AIB (95,37; 91,78 e 89,93 % respetivamente). Resultados semelhantes foram obtidos no estudo do intervalo de tempo entre a coleta/preparo e o estaqueamento, com elevados índices para as características sobrevivência (92,71 %) e enraizamento (90,03 %) na saída da casa de vegetação e da sobrevivência na saída da casa de sombra (88,09 %), sem detectar a influência dos períodos de armazenamento utilizados, contudo, foi verificada resposta diferenciada entre clones quanto ao enraizamento das miniestacas. Quanto à redução da área foliar das miniestacas, observou-se influência no enraizamento e sobrevivência das miniestacas, bem como no seu crescimento em altura e diâmetro do colo. Concluiu-se que a utilização de 25% (RF-75%) da área foliar da miniestacas como sendo a recomendada para a produção de mudas clonais, devido a esta utilização apresentar os maiores valores quanto às características avaliadas, principalmente por não apresentar limitações quanto à homogeneidade da irrigação nas fases de enraizamento e aclimatação, minimizando o efeito de guarda-chuva.

Com respeito à densidade de minicepas no minijardim clonal, no espaçamento de 10 x 10 cm (100 minicepas m -2 ) apresentou a maior produção de miniestacas por minicepa (0,63), obtendo a menor quantidade de miniestacas por área (62,8 miniestacas m -2 ). A densidade com maior número de minicepas por área (m 2 ), no espaçamento de 5 x 5 cm resultou em menor produção de miniestacas por minicepa (0,48) e maior quantidade de miniestacas por metro quadrado (190,9 miniestacas m -2 ). Foi observada, ainda que a produção de miniestacas variou, significativamente, conforme o espaçamento no decorrer das coletas, o que evidenciou a alta influência do ambiente na emissão de brotos da teca. Em relação ao resgate de árvores selecionadas de Tectona grandis, a decepa proporcionou os melhores resultados quanto à emissão de brotações (86,7%), ao número de brotações (6,5) e ao melhor índice de enraizamento das estacas coletadas (43,1%). Em ambas as técnicas os melhores resultados foram obtidos quando realizadas em árvores em idades mais juvenis (5 anos).


Fonte: Yorleny Badilla Valverde, Biblioteca Digital UFV



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