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21/06/2015

Avaliação operacional da estação de tratamento de efluentes de uma indústria de papel

Dissertação apresentada à Universidade Federal de Viçosa, por Marina Domingos Brandão, relata sobre a Avaliação operacional da estação de tratamento de efluentes de uma indústria de papel.

Imagem retirada da dissertação
Um sistema de tratamento de efluentes deve ser visto como uma indústria, transformando matéria-prima (esgoto bruto) em um produto final. Em uma indústria, antes de se arquitetar um projeto de uma ETE, é necessário conhecer a vazão e a composição dos efluentes gerados nos diferentes processos, bem como, a variação dessas características ao longo do tempo.
A indústria papeleira em seu processo produtivo, consome grande quantidade de água, sendo a vazão efluente muito variável, pois está relacionada ao processo de fabricação utilizado e à capacidade produtiva empregada.
A maioria das indústrias de papel e celulose usa processos biológicos como lodos ativados e lagoas aeradas como tratamento final das águas residuárias. Esses tratamentos são eficazes na remoção de sólidos suspensos e compostos orgânicos biodegradáveis, entretanto, quando aplicado como única alternativa de tratamento, muitas vezes, não atendem aos padrões de emissão dos corpos receptores e adequações do efluente para reuso.
Os efluentes das indústrias de papel são fontes de poluição significativas para as águas, o lançamento desses despejos in natura gera inconvenientes, como por exemplo, alterações nos corpos hídricos como aumento de turbidez, diminuição do oxigênio dissolvido, o desprendimento de odores desagradáveis, mortandade de peixes dentre outros impactos.
Diante deste contexto, o presente estudo analisa o desempenho de uma lagoa aerada de mistura completa seguida de lagoa de decantação da fábrica de papel SANTHER, situada em Governador Valadares-MG. Verificou-se a atual situação do sistema de tratamento com relação à vazão, tempo de detenção hidráulica, densidade de potência, temperaturas e disponibilidade de oxigênio dissolvido, fornecido por 9 aeradores.
Utilizando-se o método volumétrico de medição de vazão foi medida uma vazão de 2419 m3/dia, e os TDH's de 8,76 e 1,87 dias para as lagoas de aeração e decantação, respectivamente. As temperaturas não apresentaram grandes variações no interior de cada lagoa, os aeradores indicaram densidade de potência de 3,12 W/m3, valor próximo ao mínino recomendado, e OD com concentrações na superfície da lagoa de aeração superiores ao mínimo recomendado, porém, próximo ao fundo da lagoa, foram constatados teores de OD na faixa de 0 a 2,0 mg/L. Foi realizada uma caracterização físico-química do efluente e comparado aos padrões de lançamento de efluentes vigentes nos Estado de Minas Gerais. As eficiências de remoção de DQO, DBO, SST e óleos e graxas foram de 82%, 83%, 95% e 84%, respectivamente. Nitrogênio e fósforo apresentaram-se em excesso no efluente da lagoa aerada. O efluente final não apresentou toxicidade aguda à Daphnia similis e nem toxicidade crônica à Ceriodaphnia dúbia. O valor do coeficiente da DQO solúvel estimado para a lagoa aerada de mistura completa foi de 0,23/d. A absorvância ultravioleta específica (SUVA254) aumentou ao longo do sistema de tratamento, enquanto os valores de UV 254 /UV 280 permaneceram constantes. O estudo também analisou a ocorrência de escurecimento e geração de odor na lagoa de decantação, em que os episódios foram associados a falta de oxigênio na lagoa desencadeando a condição de anaerobiose.

Leia esse e outros trabalhos na íntegra no site da Biblioteca Digital Florestal:
http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br:80/handle/123456789/13647

Fonte Imagem: http://www.revistatae.com.br/noticiaInt.asp?id=3704


Fonte: Milton Ribas da Silva Junior - Bolsista BIC: Biblioteca Florestal Digital



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