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Avanço e Pesquisa

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09/06/2015

Ecologia comportamental de Calyptranthes clusiifolia o. Berg. (Myrtaceae) em uma área fragmentada de Floresta Estacional Semidecidual Altomontana situada na serra de Carrancas

Dissertação apresentada à Universidade Federal de Lavras, de autoria de Paola Ferreira Santos, relata sobre a Ecologia comportamental de Calyptranthes clusiifolia o. Berg. (Myrtaceae) em uma área naturalmente fragmentada de Floresta Estacional Semidecidual Altomontana situada na serra de Carrancas, sul de Minas Gerais.

Foto da dissertação
O Domínio Atlântico inclui a segunda maior área de floresta tropical úmida da América do Sul, inferior em extensão apenas à do Domínio Amazônico (OLIVEIRA-FILHO; FONTES, 2000). Esse Domínio correspondia a 12 % do território brasileiro e abrangia uma área de cerca de 1,1 milhão de km² , porém hoje restam apenas 7 % da área original (INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS - INPE, 2014; OLIVEIRA-FILHO; FONTES, 2000). O Domínio Atlântico é considerado um dos maiores no que diz respeito à biodiversidade, e possui altos níveis de endemismo. Destaca-se entre as oito áreas principais do planeta, em termos de estratégias de conservação (ZIPPARRO et al., 2005).

          No entanto, apesar de suas peculiaridades, a Floresta Atlântica vem sofrendo alterações desde o século XVI, após a chegada dos europeus no Brasil. A elevada diversidade de espécies de plantas e animais, com alta frequência de endemismos, junto com a ameaça crescente de destruição sobre o Domínio Atlântico fez com que este fosse reconhecido como um do hotspots da biodiversidade mundial. Vários ambientes naturais e contínuos desse Domínio foram alterados, formando mosaicos de vegetações isoladas e os efeitos dessas alterações na manutenção da biodiversidade a curto, médio e longo prazo ainda não são bem compreendidas.

       Deste modo, deve-se levar em consideração que para a compreensão do funcionamento de um ecossistema é importante também buscar conhecer as interações em nível de população, considerando que os níveis de complexidade crescem quando se passa de conjuntos de indivíduos, ou populações, para conjuntos de espécies, ou comunidades (PERONI, 2011). Estudos de populações são de extrema importância, pois fornecem informações que são exclusivas desse grupo, como a distribuição etária e espacial de indivíduos delas. Além disso, muitos fatores bióticos e abióticos podem influenciar e determinar a manutenção de uma população e as consequências desses fatores podem permanecer registradas na sua estrutura (MARQUES; JOLY, 2000). Assim, as variações na estrutura de uma população no decorrer do tempo são base para estudos de longa duração da dinâmica populacional. Esses estudos ecológicos consistem de observações das mudanças demográficas (contagens de indivíduos) e de biomassa (perdas e ganhos), sendo as informações usualmente sumarizadas em forma de taxas.

            Com o intuito de compreender melhor a dinâmica dos parâmetros estruturais de uma população de Calyptranthes clusiifolia O. Berg. existente em uma área naturalmente fragmentada, em 2010 foi alocado um transecto de 30 m de largura e 150 m de comprimento (borda a borda). Todos os indivíduos vivos de C. clusiifolia na fase de plântula e adulto foram mensurados. Em 2011, houve a primeira remensuração dos sobreviventes amostrados anteriormente, a incorporação de novos indivíduos (recrutados), bem como o registro dos indivíduos mortos. Os recrutas foram mensurados e etiquetados, seguindo o mesmo procedimento de 2010. Novamente, em 2012, foram repetidos os mesmos procedimentos de 2011, totalizando três anos de acompanhamento. Foram calculadas as taxas anuais de mortalidade (M), recrutamento (R), perda (P) e ganho (G). Também foram calculadas a taxas de rotatividade (turnover) em número de indivíduos (TN) e área basal (TAB) e a mudança líquida no período, tanto para número de indivíduos (ChN) como área basal (ChAB). A dinâmica dos indivíduos por classe de tamanho, foi analisada empregando-se uma distribuição aproximada dos indivíduos nas fases de plântula (<15 cm), regenerante (>15-30 cm), juvenil (>30-100 cm), pré-estabelecidos (>100-300 cm) e estabelecidos (> 300 cm). Registraram-se 446, 5767 e 3604 indivíduos de C. clusiifolia nos inventários de 2010, 2011 e 2012, respectivamente.

            Os resultados mostraram que houve diferença nas taxas de dinâmica da população de C. clusiifolia entre os dois intervalos de um ano, com flutuações significativas entre recrutamento e mortalidade, particularmente entre as classes de tamanho menores, cuja dinâmica foi mais acelerada. O estudo também registrou um forte pulso de recrutamento no primeiro ano seguido de um ano sem recrutamento e mortalidade mais pronunciada entre os indivíduos menores, incluindo os estabelecidos no intervalo anterior.
 
Estudo completo disponível no link da Biblioteca Digital Florestal: http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/13817


Fonte: Milton Ribas da Silva Junior - Bolsista BIC: Biblioteca Florestal Digital



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