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14/05/2015

Influência da adubação mineral na qualidade da madeira para energia

Monografia apresentada à Universidade Federal de Viçosa de autoria de Tiago Abreu Maia, relata sobre a Influência da adubação mineral na qualidade da madeira de eucalipto para energia.

Foto: Cptstatic Amazonaws
Os reflexos da adubação do solo no lenho das árvores são difíceis de predizer, enquanto alguns estudos apontam aumento e outros, declínio na qualidade da madeira (PUNCHES e COUNTRY, 2004). As características naturais de um solo, bem como sua adubação, são fatores que podem influenciar a qualidade da madeira, por meio de sua interferência na taxa de crescimento das árvores que por sua vez pode interferir, principalmente nas propriedades anatômicas da madeira. Os efeitos do uso de adubos no lenho dependem da idade das árvores, do tipo de fertilizante, da época de aplicação, da quantidade aplicada e da frequência de aplicação, entre outros fatores (ANDRADE, 1993). 
 
A adubação é o método mais popular e talvez o mais efetivo que o silvicultor dispõe para melhorar a qualidade de sítio e com isso aumentar o incremento anual do plantio (LARSON, 1972). Contudo, alterações nas condições de crescimento, devido à aplicação de fertilizantes ou qualquer outro tratamento silvicultural, são frequentemente associados a alterações na qualidade da madeira (BISSET et. al., 1951).
 
Diante deste contexto, o presente trabalho teve como objetivo identificar as possíveis interferências que a adubação pode ocasionar nas propriedades da madeira de Eucalipto. Foram analisados seis clones, na idade de 54 e 66 meses, provenientes de florestas comerciais de uma empresa situada na cidade de Três Marias, Minas Gerais. Para análise da propriedade anatômica determinou-se a relação cerne/alburno do lenho, para análise química da madeira realizou-se a análise química estrutural, o teor de cinzas e o poder calorífico, e por fim o estudo das análises físicas se deu por meio da densidade básica e da quantidade de massa seca. Também avaliou as interferências na casca das árvores por meio da densidade básica, e do teor de cinzas. 
 
O experimento foi implantado segundo o delineamento amostral de parcelas gêmeas. Este delineamento visa à criação de novas parcelas virtualmente idênticas (Parcelas Gêmeas) as parcelas de inventário contínuo (Testemunhas) já existentes no talhão a que serão comparadas. Para a avaliação dos dados, optou-se em realizar uma análise comparativa entre os valores encontrados nas parcelas testemunhas com os valores das parcelas gêmeas. Para tal, optou-se pelo uso do teste de L&O, cujo procedimento resulta da combinação do teste de F (FH 0 ) Graybill, do teste t para erro médio (t) e da análise de correlação linear (rYjY 1 ) entre os valores encontrados nas parcelas Testemunhas (Y j ) e os valores encontrados nas Parcelas Gêmeas (Y 1 ). Para todas as propriedades analisadas o teste indicou que os valores encontrados nas parcelas gêmeas foram, em média, estatisticamente diferentes dos valores das parcelas testemunhas.
 
A fertilização acarretou, de modo geral, uma redução da relação cerne/alburno do lenho. Para análise química estrutural foi observado um ligeiro aumento do teor de lignina, e uma pequena redução nos teores de holoceluloses, já para os teores de extrativos não foi observado uma similaridade da resposta frente à adubação. O poder calorífico superior da madeira das árvores adubadas foi um pouco maior em comparação as árvores testemunhas.

O incremento nutricional provocou um expressivo aumento nos teores de cinzas da madeira dos clones analisados. Na avaliação da casca não foi observada uma resposta homogênea na densidade básica das árvores fertilizadas, já o teor de cinzas da casca foi superior em todos os materiais genéticos avaliados. A fertilização mineral diminuiu a densidade básica da madeira, o que foi compensado pelo aumento na produtividade, quando se analisou a quantidade de massa seca.
 


Fonte: Lucas Fernandes Rocha - Bolsista BIC: Biblioteca Florestal Digital



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