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14/04/2015

Do campo à mesa do consumidor

Benjamin Salles Duarte Engenheiro agrônomo

As logísticas operacionais eficientes, do campo à mesa do consumidor, começam na manutenção das estradas vicinais, com suas diferentes categorias, e tornando-as transitáveis nos 365 dias do ano. Estima-se que essa infraestrutura rural soma 256 mil km em Minas Gerais.
 
Além disso, providência indispensável, investir muito dinheiro, mediante planejamento estratégico, na conjunção de transportes rodoviário, ferroviário, aquaviário e nos portos que fazem também parte indissociável das exportações do agronegócio brasileiro. O que não é nenhuma novidade, desde que saia do papel à práica num país continental como o Brasil e diversificado nas culturas, criações e setores de base florestal e sucroalcooleiro.
 
Quando mais longe o produto do mercado consumidor, por conseqüência da magnitude territorial do País, mais alternativas de transportes modal, inclusive para os alimentos perecíveis como as hortaliças, frutas e legumes. Entretanto, os mercados locais e regionais não podem ser subestimandos e claro que há tecnologias geradas pela pesquisa agropecuária e acessíveis à tomada de decisão dos empreendedores e dos governos que se sucedem na República.
 
Estudos elaborados pelo economista Antônio da Luz, da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), intitulado "Evolução e Projeção da População Mundial-2050", revelam alguns dados muito interessantes e não menos desafiadores, entre os quais que entre 2010 e 2050 a população mundial deverá crescer 31,8% e passando dos 6,9 bilhões em 2010 para 9,1 bilhões em 2050, sendo a Ásia com 5,2 bilhões de habitantes e a África com 2 bilhões, ou 79,1% da população mundial.
 
Portanto, liminarmente mercados substantivos para alimentos, tecnologias, bioenergia, produtos e serviços. Salvo acidente de percurso, a população brasileira estimada, em 2050, seria da ordem de 254,08 milhões de habitantes/consumidores em relação ao ano de 2010 (Nações Unidas-2008).
 
Noutra perspectiva, igualmente relevante, esse estudo mostra, com base em dados do Banco Mundial (2012), que a União Europeia tinha 234 mil km de ferrovias: os Estados Unidos, 229 mil; a Rússia, 85 mil; a China, 66 mil, a Índia, 64 mil, o Canadá, 58 mil; o Brasil, 30 mil; o México, 27 mil; e a Argentina, 25 mil km.
 
No foco das hidrovias, listaram-se a China, com 110 mil km, a Rússia, 102 mil; a União Europeia, 52 mil; o Brasil, 50 mil; os Estados Unidos, 41 mil; a Indonésia, 22 mil; e a Argentina, 11 mil km.
 
O Brasil usava apenas 14 mil km em 2012, ou apenas 28%. Para uma breve comparação, em 2012 o transporte da soja, no Brasil, teve o seguinte perfil; rodovia, 53%; ferrovia, 36%; e hidrovias, 11%. Nos Estados Unidos: hidrovia, 60%; ferrovia, 35%; e rodovia, 5%. Grãos, cereais e oleaginosas, em si mesmos, têm baixo valor agregado e longas distâncias encarecem custos se não transformados também em proteínas nobres como leite, carnes e ovos.
 
Noutra perspectiva, segundo o Banco Mundial (2012), os Estados Unidos tinham 6,5 milhões de km em rodovias; a China, 3,86 milhões; a Índia, 3,32 milhões; e o Brasil, 1,2 milhão de km. Um descompasso visível.
 
Pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT/2012) mostra que 63% das rodovias brasileiras são consideradas regulares, ruins ou péssimas. Ainda no contexto do estudo do economista Antônio de Sá, até 2050 e também em função do aumento da renda mundial per capita, que impulsiona o consumo de alimentos, se projeta um crescimento de 47% no consumo per capita de carne bovina; 56% de carne suína; e 206% de carne de aves, o que se configura numa abertura para os exportadores brasileiros.
 
Dentro da porteira da fazenda, a adoção de inovações tecnológicas pelos empreendedores rurais, mineiros e brasileiros, resultará, por certo, da convergência entre as políticas agrícolas, o mercado, produtor, pesquisador, a pesquisa, assistência técnica e extensão rural e as complexidades das inovações propostas nos cenários de campo e apesar dos avanços substantivos da agricultura/agronegócio brasileiro.
 
Recorde-se que estudos da Embrapa, com base no Censo Agropecuário de 2006, ainda vigente, mostram que o crescimento da produção de grãos no Brasil se deve em 68% à adoção de tecnologias, 22% à qualidade da mão de obra e apenas 10% ao fator terra.


Fonte: Sistema FAEMG



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