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30/03/2015

Delimitação automatizada das Áreas de Preservação Permanente

Dissertação apresentada à Universidade Federal de Viçosa de autoria de Nero Lemos Martins de Castro, relata sobre a Delimitação automatizada das áreas de preservação permanente ao longo das linhas de cumeada.

Imagem extraída da dissertação
A preocupação em intervir no meio ambiente de forma a não ultrapassar sua resiliência constitui um ponto-chave para manter o equilíbrio ecológico e a disponibilidade dos recursos naturais para as gerações futuras. Cientes disso, várias nações possuem legislações específicas para regulamentar as intervenções antrópicas no meio ambiente.

Durante as discussões a respeito da reforma do Código Florestal de 1965, as atenções se concentraram nos novos limites para as APPs ripárias e Reservas Legais (RL). Pouco ou nada se discutiu a respeito das Áreas de Preservação Permanente de linhas de cumeada (APP-LC), uma das mais importantes e expressivas dentre as demais categorias de áreas de proteção ambiental. A APP-LC era a única categoria que possibilitava a efetiva conexão entre todas as bacias hidrográficas e, por conseguinte, as condições necessárias à preservação de todos os nossos ecossistemas.

Com o progresso tecnológico, computadores com elevada capacidade de processamento e armazenamento de bases de dados digitais viabilizaram o surgimento e o avanço dos Sistemas de Informações Geográficas. Diante deste contexto, este trabalho foi realizado com os objetivos de desenvolver e implementar, em um ambiente de Sistema de Informações Geográficas (SIG), uma metodologia para a delimitação automatizada das Áreas de Preservação Permanente de linhas de cumeada (APP-LC) e avaliar o aumento da disponibilidade de terras para o agronegócio, decorrente da extinção das APP-LC no “novo” Código Florestal Brasileiro.

Estas foram delimitadas de forma automatizada para a bacia hidrográfica do Rio Grande por meio da utilização do SIG ArcGIS ® ; em seguida, foram removidas dessas áreas, as contidas no bioma Mata Atlântica. Foram encontrados 25.944 km² de áreas classificadas como APP-LC, representando 18% da área total, formando grandes corredores. Dessas áreas, 11.998 km² estavam contidas no bioma Mata Atlântica; portanto, os 13.946 km² passaram a ser totalmente disponíveis para as atividades extrativistas e agropecuárias.

Concluiu-se que a extinção dessa modalidade de APP permitiu a desarticulação da rede de corredores formada pelas áreas de preservação permanente, antes protegidas. A eliminação da APP-LC compromete a biodiversidade brasileira, uma vez que permitiu a ocorrência da fragmentação desses corredores e também o reabastecimento dos lençóis freáticos, já que favorece a compactação do solo. Ademais, constatou-se que a responsabilidade da delimitação das APPs deveria ser do Estado ou este deveria ao menos fornecer uma base de dados oficial aos brasileiros para esse mapeamento, uma vez que os definidores da sua delimitação excedem os limites das propriedades rurais. O mapeamento das APPs proporcionaria benefícios aos órgãos ambientais no auxílio da fiscalização dessas áreas e até mesmo aos proprietários rurais na isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural.

O SIG demonstrou ser uma ferramenta que permite a delimitação rápida das APP-LC ao utilizar a metodologia demonstrada por esse estudo, possibilitando uma automação que eliminaria a subjetividade do processo de delimitação. Ademais, esse sistema viabiliza a realização de simulações da delimitação de APPs com os seus condicionantes alterados, em virtude de sua alta velocidade de resposta, auxiliando uma maior adequação desses na determinação das APPs.


Trabalho completo disponível na nossa Biblioteca Digital Florestal: http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/13266


Fonte: Camila Maria Soares Batalha - BDTI II - Biblioteca Florestal Digital



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Comentário(s) (3)


LDo89oBum0 disse:

15/11/2015 às 05:50

A Protece7e3o Civil de Coimbra he1 muito que e9 um "o rei vai nu".Nada funciona, sf3 no papel. Quando accetnoe alguma coisa vai valendo o desenrasque e a boa vontade dos do costume.CODIS, 2ba CODIS e quase tudo o que e9 Comandante deste distrito continuam a por-se em bicos dos pe9s para parecer ser alguma coisa mas sf3 enganam os do costume. Bem pregam, mas a realidade je1 se torna dificil de maquilhar... Este3o a anos-luz do que e9 operacionalidade.Ne3o team noe7e3o do que e9 o terreno.Julgam que ir a um ou dois fogos grandes no vere3o faz deles grandes operacionais. Coitados...Se soubessem que o se diz nas costas deles ate9 tinham vergonha de sair e0 rua...Continuemos para bingo.

Frederico Pozenato disse:

09/04/2015 às 22:46

Ótimo conteúdo!

MARIANGELA LEMOS RIBEIRO DE CASTRO disse:

09/04/2015 às 21:56


Parabéns.
Ótimo trabalho.

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