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08/01/2015

Celulose inicia ano com alta nos valores internacionais, mas preços podem ser pressionados

Os valores internacionais da celulose têm subido desde outubro de 2014 e devem ter trajetória positiva nos primeiros seis meses de 2015. Segundo especialistas do setor, este cenário positivo acontece frente ao ocorrido com os preços da maior parte das commodities, como minério de ferro e petróleo, que despencaram ao final do ano.

No entanto, o impacto deve ser minimizado se justificando que o fechamento de capacidades no mundo tem dado o tom para a precificação da commodity. Para o diretor financeiro da Fibria, Guilherme Cavalcanti, a celulose tem foco no consumo e, diferentemente do minério de ferro, menor dependência da economia chinesa. “A celulose é uma commodity de consumo, com papel para embalagens e o tissue. Ela tem destino diferente e dependência menor do investimento de capital fixo”, disse.

Dados da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores) apontam que a China ficou em segundo lugar entre os maiores compradores do insumo brasileiro, com US$ 1,414 bilhão exportado de janeiro a outubro deste ano, o que representa 32% do total das vendas externas, de US$ 4,453 bilhões. A Europa é o maior destino da produção, com US$ 1,765 bilhão, cerca de 40% do total. A América do Norte foi responsável por 18,4%.

O vice-presidente da Poyry no Brasil, Carlos Farinha e Silva, concorda com a força do consumo e menciona, inclusive, que a demanda na China por alguns produtos tem crescido, como o tissue. O próprio recuo dos preços do petróleo é positivo para o segmento de papel e celulose, segundo ele. “Diminui os custos de energia dos produtores de papel e dá certa folga para que os produtores de celulose repassem o preço e rentabilizem as vendas”, explicou.

Em outubro, Fibria e Suzano anunciaram novos valores de referência da celulose. Na Europa, o valor ficou em US$ 750 a tonelada, nos Estados Unidos em US$ 840 e na Ásia em US$ 640 a tonelada. Segundo Cavalcanti, da Fibria, os aumentos em outubro já foram implementados e a companhia segue confiante. “Nos 10 primeiros meses do ano, a demanda por celulose cresceu 10,5% ante o ano passado.” A Fibria já anunciou nova alta de US$ 20 por tonelada em cada mercado, a ser implementada a partir do dia 1º de janeiro. A Suzano, por sua vez, apenas assumiu que novos ajustes estão em estudo.

Setor deve ter preços pressionados

A partir do segundo semestre, no entanto, a chegada ao mercado da celulose produzida pela fábrica Guaíba, da CMPC Celulose Riograndense, pode pressionar os preços, conforme expectativas da Fibria e Suzano Papel e Celulose.

O que favoreceu os aumentos já anunciados nos valores internacionais da celulose, segundo os executivos das empresas Fibria e Suzano, foi o fechamento de capacidades mundiais da fábrica da Old Town, nos Estados Unidos, e da Ence, na Espanha, que somaram, aproximadamente 600 mil toneladas. “Historicamente têm fechado umas 600 mil toneladas por ano, mas é difícil projetar, porque novos projetos são sempre anunciados, já fechamentos são postergados o máximo possível”, disse o executivo da Pöyry.

O analista do setor de papel e celulose do BB Investimentos, Victor Penna, concorda que os fechamentos de capacidade ajudaram a equilibrar os preços em 2014. “As empresas aproveitaram a oportunidade para anunciar os ajustes, com estoques baixos e embarques estáveis. No segundo semestre, no entanto, entram novas capacidades e as empresas podem aplicar mais descontos do que aumentos”, avaliou.

A nova capacidade mencionada pelo analista virá da unidade de Guaíba, da CMPC Celulose Riograndense, no Rio Grande do Sul. Executivos da Fibria e da Suzano também já sinalizaram que o segundo semestre será mais difícil.

Guaíba deve iniciar a operação em maio ou junho, disse o diretor executivo da unidade de Negócios de Papel e Celulose da Suzano, Carlos Aníbal, em reunião com analistas e investidores, realizada no final de novembro, ponderando que leva até três meses para a celulose chegar ao mercado.

O diretor-presidente da CMPC Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, confirmou que Guaíba entra em operação no mês de maio. Atualmente, a capacidade anual de celulose da CMPC Celulose Riograndense é de 450 mil toneladas e o novo projeto será responsável por um adicional de 1,3 milhão de toneladas ao ano. Ao considerar 50 mil toneladas de otimização imediata e 200 mil toneladas de outras otimizações, a capacidade do grupo passará para 2,1 milhões de toneladas por ano.

Segundo Nunes, a capacidade nominal da unidade deve ser atingida no final de 2015 e meados de 2016 e o cronograma está de acordo. “No mês de março faremos uma parada geral para integração da unidade 1 com a 2″, disse o executivo, que lembrou ainda investimentos totais de R$ 5 bilhões na nova fábrica de celulose.

Para Nunes, o impacto no preço da celulose não será expressivo. “Não achamos que haja algo mais dramático, porque não somos um novo entrante e o volume será aumentado com os nossos clientes.”


Fonte: A Tarde e Diarioweb / Adaptado por CeluloseOnline



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