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22/11/2014

Processo inovador de produção de celulose é tema de tese defendida no DEF

Trabalho de pesquisa intitulado PRODUÇÃO DE CELULOSE DE EUCALIPTO ATRAVÉS DE POLPAÇÃO À BASE DE ETANOL

Defesa de tese desenvolvida no LCP/UFV. Foto: Mauro Manfredi
O trabalho de pesquisa intitulado PRODUÇÃO DE CELULOSE DE EUCALIPTO ATRAVÉS DE POLPAÇÃO À BASE DE ETANOL, desenvolvido durante o doutorado de Mauro Manfredi, foi defendido no início de novembro no Departamento de Engenharia Florestal da UFV. Foi necessário montar um novo laboratório para sua realização, onde um reator especial foi instalado para desenvolvimento do processo.

Financiado pela CNPq, todo o trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Celulose e Papel da Universidade Federal de Viçosa (LCP/UFV), sob orientação do professor José Lívio Gomide. O trabalho também contou com a atuação direta dos professores Jorge Luiz Colodette e Claudio Mudado Silva, além da participação do graduando em Engenharia Florestal Bruno de Freitas Homem Faria e da graduanda em Engenharia Química Tamires Teixeira Barcelos, ambos da UFV. Para o exame de defesa, a banca foi composta por José Lívio Gomide, Claudio Mudado Silva, Carolina Marangon Jardim, Fernando José Borges Gomes e Humberto Fantuzzi Neto.

Leia um resumo do trabalho, segundo o autor:

“O trabalho propôs desenvolver um novo processo de fabricação de celulose a base de etanol, visto que os processos atuais utilizam reagentes inorgânicos na etapa de polpação, o que dificulta a obtenção de subprodutos e exige um sistema complexo para a recuperação dos reagentes. Nesses processos, a fração da madeira solubilizada no licor negro é queimada durante a recuperação dos reagentes. Utilizando um solvente orgânico como o etanol, há um potencial atraente para a recuperação dessa fração solubilizada e conversão em subprodutos de valor de mercado. Dessa forma é possível usar a biomassa de forma mais eficiente, tornando o processo com o rendimento global maior do que os processos atuais, como o kraft.

Os resultados demonstraram que a polpa de celulose oriunda do novo processo não atingiu a qualidade necessária para a fabricação de papel, mas apresentou grande potencial para a produção de celulose solúvel (matéria prima para as indústrias têxtil, farmacêutica, alimentícia, de filmes, explosivos, cosméticos, tintas, etc.). Os testes de recuperação de subprodutos demonstraram ser possível recuperar grande parte da fração da madeira que foi solubilizada no licor, resultando em um rendimento global (fração da madeira convertida em produto sólido) de 80%, rendimento este, superior ao obtido pelo processo kraft, onde apenas 50% da madeira é convertida em produto sólido.

O estudo foi bastante abrangente, e demonstrou a viabilidade técnica do novo processo, que aponta para uma linha de pesquisa que deve ser mais estudada. Os próximos passos no sentido de encontrar maiores informações seriam caracterizar os subprodutos gerados e estudar seus potenciais de uso; otimizar algumas etapas do processo, como o branqueamento; avaliar melhor as questões ambientais, como a qualidade do efluente e das emissões atmosféricas; e fazer uma avaliação de viabilidade econômica, dando uma atenção especial à taxa de recuperação do etanol.”

Mauro Manfredi cursou Engenharia Florestal na UFV, tem mestrado em Tecnologia do Papel e doutorado em Tecnologia de Polpação, ambos desenvolvidos no LCP/UFV. Atualmente é Engenheiro de Desenvolvimento de Processo na Klabin (unidade Paraná), onde é responsável pelas plantas de fabricação de celulose.
 
 


Fonte: SIF Comunicação, com informações do autor



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