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13/11/2014

Cada vez melhor

Carvão vegetal precisa atender às demandas da siderurgia e as tecnologias de produção avançam na obtenção da maior qualidade - Lucas Creek

Um dos principais combustíveis das indústrias siderúrgicas brasileiras, o carvão vegetal precisa estar cada vez mais adequado para atender às necessidades dos altos-fornos. Nesse contexto, O painel “Qualidade, logística e meio ambiente” – que integrou o III Fórum Brasileiro de Carvão Vegetal, realizado nos dias 22 e 23 de outubro, em Belo Horizonte, Minas Gerais –, apresentou e fomentou o debate entre pesquisadores, produtores, estudantes, consultores e demais interessados acerca de novos avanços e possibilidades de melhorias na produção carbonífera.
 
Parte das apresentações do painel, a palestra “Qualidade do carvão vegetal siderúrgico”, ministrada pelo engenheiro metalurgista e gerente de Pesquisa na área de Carbonização Contínua na Vallourec Florestal Fernando Latorre discutiu as melhores características do carvão e o papel fundamental da qualidade das matérias-primas para se chegar ao carvão ideal.
 
Segundo Latorre, quaisquer fatores ou elementos que afetarem o carvão ao longo de seu processo de produção também terão consequências em sua aplicabilidade na indústria do aço. “Tudo o que interfere na cadeia produtiva de carvão em termos de desperdício e de baixos rendimentos nos processos, também tem efeitos na siderurgia com baixas performances, aumento de consumo de carvão e custos e assim por diante”, afirma. Nesse sentido, o engenheiro afirma que, para atender melhor às demandas da siderurgia, o carvão deve possuir características como máximo teor de carbono em sua composição; percentual de cinzas menor que 1% e de umidade inferior a 3%; percentual de alcatrão inferior a 5%; densidade a granel superior a 250 quilos por metro cúbico, maior resistência mecânica possível, dentre outras.
 
Para se chegar ao carvão ideal é fundamental ter os cuidados necessários desde a produção da matéria-prima. Nesse sentido, a madeira ideal para a produção de carvão para fins siderúrgicos deve ter baixo percentual de celulose, alto percentual de lignina, diâmetros menores – com até cerca de 14 cm, para facilitar a secagem no campo –, elevada densidade, resistência a pragas e aspectos anatômicos que permitam a liberação de água e gases sem destruir a estrutura da madeira. Assim, Latorre afirma que a tendência é melhorar a produção carbonífera com os novos desenvolvimentos de matéria-prima, de novas espécies de árvores e clones mais focados à produção do carvão do que anteriormente. “Existem empresas pequenas e grandes que já produzem e os resultados é que os desempenhos nos altos-fornos são muito bons”, avalia.
 
Outro ponto estacado pelo especialista é o percentual de carbono fixo do carvão, que deve estar entre 70% e 75%. Além disso, a temperatura de carbonização deve estar entre 350° e 400°, pois é nessas temperaturas que o carvão atinge melhor rendimento gravimétrico, melhor resistência e menor reatividade.
 
Segundo Latorre, o mercado já oferece carvões de boa qualidade para a siderurgia, mas é possível avançar anda mais e há condições para isso. “A preocupação está no controle da produção desde as florestas, procurando identificar melhor a espécie ou clone mais específicos para a produção de carvão vegetal. Nos fornos de carbonização há uma tentativa de avançarmos sobre a tecnologia de alvenaria, para plantas metálicas, industriais, que permitam mais controle e automação. Isso é uma tendência”, avalia.

As palestras do evento já estão disponíveis no site da SIF:
http://www.sif.org.br/evento/forum-nacional-sobre-carvao-vegetal



Fonte: Polo de Excelência em Florestas / Interface



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