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12/11/2014

Revestimentos refratários são alternativas sustentáveis na construção de fornos para a produção de carvão vegetal

Tecnologia apresenta maior durabilidade e rendimento no assentamento do material

O terceiro painel do III Fórum de Carvão Vegetal, realizado nos últimos dias 22 e 23 em Belo Horizonte, abriu espaço para o debate das novas tecnologias usadas nos fornos para produção do insumo. O diretor técnico e comercial da Refragun Engenharia e Montagem de Refratários, Cristiano Neves Juste, foi um dos palestrantes convidados para falar sobre “Revestimentos Refratários para Fornos de Carvão Vegetal”.
 
Em um projeto elaborado em parceria com a Magnesita, a Refragun buscou desenvolver um material refratário sustentável tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. “A ideia era eliminar o fluxo de produção do tijolo convencional, que exige um consumo grande de argila, barro, energia e mão de obra, e passar a utilizar um material refratário que fosse adequado para temperaturas mais altas e pudesse competir preço com o barro”, explica Cristiano.
 
Para atingir o objetivo, a Refragun utilizou um material refratário que era descartado na indústria de revestimentos da Magnesita e fez o beneficiamento desse produto para aproveitá-lo no segmento de carvão vegetal.  
 
O resultado são blocos refratários que não necessitam de queima, o que contribui com o meio ambiente, e a secagem é concluída em 24 horas. Os blocos também têm alta porosidade e resistência à compressão elevada. “Com isso tem-se uma durabilidade maior se comparado aos materiais convencionais à base de argila”, comenta Cristiano. 
 
Outro ponto de destaque é o maior rendimento no assentamento, já que são usadas 13 peças por metro quadrado contra 200 peças por metro quadrado. “Isso gera competitividade com o material convencional e facilita o trabalho realizado na construção dos fornos”.
 
Para validar as informações, em agosto deste ano foi construído o forno teste Santos e Dias, no município de Martinho Campos, em Minas Gerais. Com 15 metros de comprimento, 4 metros de largura e 3,5 metros de altura, o forno foi totalmente construído com os blocos refratários e argamassa.
 
Enquanto um forno com tijolos convencionais necessita de 33 mil peças e pesa 49.500 quilos, o forno Santos e Dias foi erguido com 5.700 peças, num total de 38.500 quilos. “Tem-se uma construção mais rápida, com maior rendimento, menos mão de obra e fretes e totalmente reciclável”, aponta o diretor da Refragun. Outros testes também foram realizados a fim de evoluir materiais como a argamassa refratária bombeável; e formatos, como os blocos tipo arco para copas, blocos macho e fêmea, entre outros.
 
Segundo Cristiano, o desafio agora é buscar ampliar a participação no mercado de vendas. “O mesmo aconteceu com a construção civil que antes utilizava o tijolo e hoje trabalha com o bloco de concreto. Um dos nossos focos é o atendimento ao pequeno e médio produtor, mas sabemos que a mudança é gradual. Por isso estamos trabalhando custos para buscar oferecer um produto competitivo com o barro, que já tem um mercado consolidado”, disse.
 
Paralelamente à questão econômica, ele reforça o trabalho de conscientizar os clientes da sustentabilidade ambiental que envolve a construção de fornos para a produção de carvão vegetal. “O consumo de água e argila é alto para a fabricação de tijolos de cerâmica e com os blocos refratários acabamos por eliminar estes ciclos de produção. Quem ganha é o meio ambiente”, conclui.

Veja mais assuntos discutidos no evento:
http://www.sif.org.br/evento/forum-nacional-sobre-carvao-vegetal


Fonte: Polo de Excelência em Florestas /Interface



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