Facebook Twitter RSS

Avanço e Pesquisa

Versão para impressão
A-
A+


10/11/2014

Avaliação do passivo ambiental lixão desativado do município de Lages - SC

Dissertação de Mestrado defendida na Universidade do Estado de Santa Catarina por Caroline Linke Moraes aborda sobre a Avaliação do passivo ambiental lixão desativado do município de Lages - SC.

Foto retirada do trabalho
           A poluição do solo e das águas superficiais e subterrâneas, provocada por resíduos sólidos urbanos passou a ser motivo de estudos em todo o mundo, dado ao reconhecido potencial poluidor dos passivos ambientais e o grande volume de resíduos gerado diariamente. A possibilidade de contaminação ambiental, associada à necessidade de grandes áreas para a disposição e tratamento, transformou a solução para o problema dos resíduos sólidos urbanos em um dos mais sérios desafios para as administrações públicas municipais.
            O presente trabalho, realizado pela Universidade do Estado de Santa Catarina, visa fazer uma avaliação do passivo ambiental “lixão” desativado do município de Lages-SC. O local em questão está localizado na margem esquerda da BR-282 sentido Lages/Florianópolis-SC, entre as coordenadas 27o46’15,38” S e 50o15’10,92” W em uma área de 48.000 m2. O uso de tal área para depósito de resíduos ocorreu entre os anos de 1987 e 2005, quando o mesmo foi desativado.
            Foram realizadas coletas de chorume, água, macroinvertebrados bentônicos e gás metano para que uma análise qualitativa e quantitativa fosse realizada. A metodologia utilizada nas amostragens de água e chorume seguiu as orientações estabelecidas no Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater (APHA, 1999). Quanto aos macroinvertebrados bentônicos seguiu-se o Comunicado Técnico No19 da Embrapa; o gás metano foi medido a 1 m acima da superfície do solo a 40 cm abaixo da superfície do solo. Utilizou-se a Resolução N° 357/05 do CONAMA como referência para avaliar os parâmetros físico-químicos obtidos para as amostras de água, bem como calculou-se o IQA. Além disso, o índice BMWP’ foi utilizado para análise dos macroinvertebrados bentônicos. Para avaliar os valores dos parâmetros físico-químicos do chorume a Resolução N° 430/11 do CONAMA foi utilizada, quando não existia valor de referência na mesma utilizou-se a N° 357/05. Também analisou- se a fase de decomposição em que se encontra o aterro e para análise do metano utilizou-se o anexo 11 da Norma Regulamentadora 15 como norteador.
            Utilizando como referência a Resolução N° 357/05 do CONAMA, se levarmos em consideração a situação atual, o córrego influenciado pelo lixão seria enquadrado como de Classe 4, assim como 92,85 % dos pontos coletados no entorno. De acordo com o IQA, o córrego analisado, em média, foi classificado como aceitável; ressaltando-se que no mesmo cinco pontos amostrados foram classificados como ruins e apenas um como bom. Conforme o índice BMWP’, o córrego analisado apresenta águas críticas como predominantes, sendo considerado com água muito poluída.
            Tomando-se como referência a Resolução N° 430/11 do CONAMA, 43,33 % dos pontos de chorume não atendem a mesma e portanto não poderiam estar sendo lançados no ambiente. No que se refere a fase de decomposição o lixão estaria predominantemente na fase metanogênica. A concentração de gás metano coletado a 1 m de altura a partir da superfície de solo, tanto encima das células de lixo quanto do contorno, atendem os limites do anexo 11 da Norma Regulamentadora 15; o mesmo não ocorre com os pontos amostrados a 40 cm abaixo da superfície do solo, que não atendem ao limite do oxigênio e, ao considerar o limite inferior de inflamabilidade do metano 44 % atingem este valor.

O trabalho completo pode ser lido no link da Biblioteca Digital Florestal:
http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/9649



Fonte: Marina Lotti e Ana Teresa Leite - BIC: Biblioteca Digital Florestal



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (0)


CIFlorestas disse:

12/12/2019 às 21:43

Nenhum comentário enviado até o momento.

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

As mais lidas


Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

Do ponto de vista técnico e operacional, qual é a melhor unidade para comercialização da madeira para celulose?

volume de madeira sólida (metro cúbico)
tonelada de madeira
metro estéreo ou metro de lenha
unidade ou peças de madeira

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


2035 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey