Facebook Twitter RSS

Avanço e Pesquisa

Versão para impressão
A-
A+


28/10/2014

Metodologia para alocação de torres de detecção de incêndios florestais no estado do Espírito Santo

Dissertação apresentada ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Espírito Santo de autoria de Fernando Coelho Eugenio, relata sobre as Geotecnologias na alocação de torres de observação de incêndios florestais.

Foto ilustrativa- Google

           As áreas com cobertura florestal vêm sendo reduzidas desde o período da colonização do solo brasileiro, embora atualmente, seja de forma menos contundente se comparada aos anos de maior exploração. O fogo utilizado para a limpeza de tais áreas, após a derrubada, ainda é uma prática de uso corriqueiro em diversas regiões do país, entretanto, o seu uso descontrolado pode vir a gerar incêndios de grandes proporções sendo, portanto, motivo de preocupação de quem trabalha à frente de projetos de plantios comerciais, Unidades de Conservação (UC's) e em todo o setor florestal mundial.
            Diante da importância de se combater qualquer incêndio florestal, a prevenção do mesmo, é a melhor alternativa. Assim, qualquer ação para prevenção dos incêndios florestais deve buscar a eliminação das causas e, nos casos em que a prevenção não é suficiente para evitar a deflagração de um foco de incêndio, a rápida detecção dos mesmos constitui um fator decisivo para que seja possível minimizar os danos provocados pelo fogo e a redução dos custos associadas ao seu combate. Diante de tal fato, as torres de detecção podem ser consideradas como excelentes ferramentas na descoberta inicial do incêndio florestal.
            A implantação de uma rede de torres de vigilância com vistas à detecção de incêndios florestais demanda estudos das características topográficas da região, importância da área a ser protegida, cálculo do alcance visual dos operadores das torres e análises de mapas de risco de incêndio com base nos registros de ocorrências anteriores. Neste contexto, esta pesquisa teve como objetivo desenvolver uma metodologia para alocação de torres de detecção de incêndios florestais no estado do Espírito Santo, contemplando as seguintes etapas metodológicas:  desenvolvimento de um modelo para mapear o Risco de Incêndios Florestais no estado do Espírito Santo (RIF-ES); mapeamento das Áreas de Preservação Permanente sob a ótica do novo código florestal no estado do Espírito Santo; alocação de pontos estratégicos para implantação de torres de detecção no estado do Espírito Santo, e; confrontar as áreas visualizadas pelas torres de detecção com o mapa de risco de incêndio e as áreas que se deve preservar (APP's + UC's).
            A metodologia proposta é eficaz para a alocação das torres de detecção de incêndios, sendo que, o Método C3 (distância da estrada 500 m e Grid 20 km), foi a metodologia escolhida, apresentando cobertura de 67 % do estado do Espírito Santo, a partir de 140 torres de observação. As áreas que possuem o maior risco de incêndios florestais, as classes com os riscos alto, muito alto e extremo possuem uma visualização de, respectivamente, 73,97 %, 70,41 % e 61,03 %. As APP's, com o método C3, terão 61,76 % de suas áreas visualizadas com a instalação de 140 torres de observação. O Método C3, apresentou uma cobertura de 70,42 % do total das UC's do estado.

O trabalho completo pode ser acessado no link da Biblioteca Digotal florestal:
http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/9487


Fonte: Marina Lotti e Ana Teresa Leite - BIC: Biblioteca Digital Florestal



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (0)


CIFlorestas disse:

23/08/2019 às 04:50

Nenhum comentário enviado até o momento.

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

As mais lidas


Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

Do ponto de vista técnico e operacional, qual é a melhor unidade para comercialização da madeira para celulose?

volume de madeira sólida (metro cúbico)
tonelada de madeira
metro estéreo ou metro de lenha
unidade ou peças de madeira

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


2308 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey