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11/09/2014

Utilização de técnicas de Geoprocessamento para simular áreas de clareiras formadas em um Sistema de Manejo em Regime Jardinado

Artigo submetido à revista Ciência Florestal, Santa Maria, v. 24, n. 1, p. 171-183, jan.-mar., 2014 de autoria de Henrique Luis Godinho Cassol e Frederico Dimas Fleig, relata sobre a Utilização de Geoprocessamento na simulação de áreas de clareiras em um Sistema de Manejo em Regime Jardinado.

Foto ilustrativa

            O Sistema de Manejo em Regime Jardinado (SMRJ) é um sistema para florestas heterogêneas e inequiâneas, com intervenções baseadas no corte seletivo, regeneração natural ou artificial, visando à produção contínua de produtos florestais e à manutenção da biodiversidade de espécies. Neste tipo de manejo, a regeneração natural ocorre de maneira espontânea e sustentável (autorrenovação) e as árvores possuem crescimento lento na juventude e acelerado após a liberação do dossel.
            O uso do Geoprocessamento, conciliado com o uso do sistema de posicionamento por satélite (GPS) e de um ambiente de Sistema de Informações Geográficas (SIG), é uma importante ferramenta ao se aplicar em um SMRJ, no que tange à precisão do mapeamento e à localização das árvores da floresta, assim como na maior capacidade visual para a tomada de decisões sobre as intervenções silviculturais e de exploração, que tenham por objetivo a sustentabilidade da produção e a diminuição dos impactos pós-exploração.
            O manejo em florestas tropicais tem avançado muito quanto às pesquisas básicas relacionadas à avaliação da regeneração e à dinâmica da floresta pós-exploração, no sentido de reduzir os impactos da exploração sobre a floresta remanescente. A abertura das clareiras e os danos residuais provenientes da exploração florestal são minimizados quando estes danos se concentram em uma mesma área, por meio do abate dirigido das árvores, que é uma técnica de exploração de impacto reduzido (EIR) com a finalidade de reduzir os danos aos indivíduos remanescentes, pois a queda da árvore é dirigida para áreas abertas ou clareiras já formadas.
            O objetivo deste trabalho, realizado pela Universidade Federal de Santa Maria, foi simular as áreas de clareiras formadas, pós-exploração, em um Sistema de Manejo em Regime Jardinado, utilizando técnicas de Geoprocessamento. Em 5,6 ha de uma Floresta Estacional Semidecidual, localizada na Linha Canudos, Santa Maria/RS, foram georreferenciadas 924 árvores com o uso de um receptor GPS. Destas, determinou-se a taxa de corte sustentado pela distribuição das frequências balanceadas por classe diamétrica e foram selecionadas 82 árvores para exploração.
            Nas árvores selecionadas para o corte, as áreas de clareiras formadas pela liberação do dossel e as áreas de clareiras decorrentes do impacto, ocasionado pela queda, foram simuladas em um ambiente SIG, empregando-se como técnica de exploração de impacto reduzido, o abate dirigido das árvores. Ao todo, 98 indivíduos (32 m3) serão beneficiados pela liberação do dossel e 63 indivíduos (12,07 m3) serão impactados pela queda das árvores exploradas. Portanto, conclui-se que o uso de técnicas de Geoprocessamento aplicadas ao manejo de florestas nativas é um importante recurso quando se deseja intervir na floresta, com o objetivo de reduzir os impactos decorrentes da exploração.
 
Trabalho disponível na Biblioteca Digital Florestal.


Fonte: Marina Lotti e Ana Teresa Leite - BIC: Biblioteca Digital Florestal



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