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07/08/2014

Brasil tenta liberação do plantio de eucalipto geneticamente modificado: produtividade é 20% maior

No Brasil o eucalipto é a espécie com maior área plantada para a produção de celulose e papel.

Com 5,1 milhões de hectares cultivados no país, é a principal matéria-prima para a indústria florestal. Desse total, somente o Rio Grande do Sul responde por 301 mil hectares – pouco mais de 5%. Tudo isto proporcionou ao Brasil o status de “maior produtor mundial de celulose”.

E toda esta imponência brasileira está a um passo de ser ampliada. Ainda em 2014 poderá ser aprovada pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) a liberação comercial do plantio de eucalipto geneticamente modificado. Experimentos de empresas florestais estão em campo há quase uma década e uma variedade transgênica que promete produtividade 20% maior em tempo de crescimento. E nisto também seríamos pioneiros no mundo. 
 
A introdução de um novo gene na planta reduziu de sete para cinco anos e meio o período entre plantio e colheita e aumentou o diâmetro do tronco. A biotecnologia que permite árvores com crescimento mais rápido, por meio de clones transgênicos, promete ampliar o ganho do setor florestal, que responde por 6% do PIB industrial. Esse segmento da indústria extrativista movimentou R$ 60 bilhões em 2013. 
 
De acordo com a Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas Florestais), essas variedades permitirão que a mesma área plantada renda uma quantidade maior de celulose. Produzir mais madeira por hectare vai tornar o Brasil ainda mais competitivo. 
 
Com experimentos em campo há oito anos, a Futuragene, empresa de biotecnologia da Suzano, protocolou pedido de liberação comercial de variedade transgênica na CTNBio em janeiro deste ano. “Cultivamos experimentos no interior de São Paulo, no sul da Bahia e no Piauí onde as variedades aumentaram em 20% o volume de metros cúbicos de madeira por hectare”, comenta o vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Futuragene, Eugênio César Ulian. 
 
No fim do mês de julho, o projeto foi colocado em votação em reunião da CTNBio. Com pedido de vista, a matéria foi retirada de pauta e deverá ser reavaliada em setembro. A liberação será discutida nos próximos meses em audiência pública, para então ser submetida à avaliação final dos 27 membros.
 
Se aprovado pela CTNBio, o plantio comercial da variedade ainda precisa da avaliação do Conselho Nacional de Biossegurança, ligado ao Ministério do Desenvolvimento, que analisa aspectos sociais, políticos e econômicos. Normalmente, o conselho costuma referendar as decisões tomadas pela CTNBio.
 
No Brasil pelo menos 15 empresas florestais desenvolvem pesquisas laboratoriais e experimentos de campo de variedades geneticamente modificadas com autorização da CTNBio.
 
O outro lado
 
Se para a indústria de celulose e papel o eucalipto transgênico poderá ampliar os ganhos, para outros setores o impacto dessa variedade é questionado. A maioria dos experimentos no país são para reduzir a quantidade de lignina, facilitando a retirada de celulose. A aprovação comercial no Brasil de uma variedade com menos lignina é uma estratégia de mercado que interessa somente ao setor de celulose e papel.
 
A substância reduzida no processo de modificação genética, porém, é importante para setores como indústria de móveis, construção, energia, óleo e mel. “O risco é de contaminação de florestas não transgênicas por meio da polinização de abelhas, que voam mais de mil metros”, avalia o professor da ESALQ / USP, Paulo Kageyama.
 
Caso de justiça
 
Recentemente o STJ (Superior Tribunal de Justiça) permitiu a retomada da conclusão do laudo pericial que deverá indicar se um clone de eucalipto, resultante de melhoramento genético tradicional, que pertence à Fibria teria sido usado em determinados plantios comerciais da concorrente Eldorado Brasil Celulose. A perícia estava suspensa desde maio, quando a Eldorado apresentou um recurso especial contestando a produção do laudo.
 
Procurada, a Fibria não se manifestou sobre o assunto. A Eldorado, por sua vez, informou em nota que "aguarda a decisão final do Superior Tribunal de Justiça e prefere não comentar detalhes da ação enquanto ainda estiver em curso". "A companhia reforça sua confiança nas autoridades competentes e preza pela imparcialidade do laboratório que avaliará as amostras", acrescentou.


Fonte: Celulose Online



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