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31/07/2014

UMIDADE DE EQUILÍBRIO DE PAINÉIS OSB PRODUZIDOS COM INCLUSÃO LAMINAR E DIFERENTES TIPOS DE ADESIVOS

Foto ilustrativa - Google
Os painéis OSB (Oriented Strand Board), por serem constituídos de madeira,  um material higroscópico, quando em contato com o ar,  absorvem ou perdem água no estado líquido ou de vapor  até atingir um equilíbrio, onde essas trocas se equivalem  e a umidade da madeira tende a se estabilizar.

As variações referentes a essa perda ou ganho de  umidade, tem grande importância para o uso adequado de  cada painel, já que deformações referentes a essa reação ao contato com a umidade são indesejáveis e apresentam  relação direta com as demais propriedades dos painéis,  podendo vir a afetar, de forma significativa, a resistência  mecânica e a estabilidade dimensional.

Algumas equações são utilizadas afim de se obter a predição de umidade de equilíbrio da madeira, mas apesar de serem complexas e bem elaboradas estas equações não foram desenvolvidas para painéis de madeira reconstituída, que geralmente apresentam menor umidade de equilíbrio em relação a madeira maciça, em razão da maior densificação, emprego de temperatura durante a produção, aplicação de repelente de água e adesivos e pré-secagem da madeira.

Em trabalho realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras – UFLA foi avaliada a influência do tipo de adesivo e do reforço laminar sobre a umidade de equilíbrio dos painéis OSB, expostos a diferentes condições de temperatura e umidade relativa do ar, bem como ajustados modelos de regressão para a estimativa indireta da umidade de equilíbrio.

Os painéis OSB foram confeccionados com a madeira de Pinus taeda L., com idade de 30 anos e procedentes de um plantio homogêneo localizado na Estação Experimental do Cangüiri da Universidade Federal do Paraná (UFPR), município de Pinhais-PR.

O delineamento experimental foi constituído conforme a Tabela 1, sendo que para cada tratamento foram confeccionados quatro painéis com densidade nominal de 0,65 g/cm³.
Tabela 1 - Delineamento experimental para a produção dos painéis OSB

Tratamento Adesivo Reforço laminar  
 
1 Fenol-formaldeído (FF) -  
2 Fenol-melamina-uréia-formaldeído (PMUF) -  
3 Melamina-uréia-formaldeído (MUF) -  
4 Fenol-formaldeído (FF) L-P-L  
5 Fenol-melamina-uréia-formaldeído (PMUF) L-P-L  
6 Melamina-uréia-formaldeído (MUF) L-P-L  
 
L-P-L: Lâmina-Painel-Lâmina
 
Para a produção dos painéis foram utilizados 6% de adesivo (com base no teor de sólidos) e as partículas “strand” foram distribuídas sobre uma caixa orientadora nas proporções 25%/50%/25% (face/miolo/face). Para os tratamento com inclusão laminar foi utilizado lâminas de 2 mm de espessura também da espécie Pinus taeda. Para cada lâmina foram aplicados 160 g/cm² de linha de cola, sendo o adesivo fenol-formaldeído utilizado na colagem das lâminas de todos os tratamentos.

A prensagem dos painéis foi realizada com ciclo de prensagem de 8 minutos, pressão de 4 MPa e temperaturas de 160°C para os painéis produzidos com o adesivo MUF e de 180ºC para os produzidos com os adesivos FF e PMUF.

A determinação da umidade de equilíbrio foi feita em temperatura de 30,40 e 50°C e nas umidades relativas de 40, 50, 60, 70, 80 e 90%.

Os autores concluíram que, de maneira geral, os modelos polinomiais são os mais indicados para a determinação da umidade de equilíbrio dos painéis OSB. Sendo os modelos ajustados apenas com a umidade relativa do ar os que obtiveram melhores medidas de precisão.

O tipo de adesivo afetou a umidade de equilíbrio dos painéis, sendo observada para os adesivos PMUF e FF a mesma tendência de variação. Os maiores valores médios de umidade de equilíbrio foram obtidos para os painéis produzidos com o adesivo MUF.
A inclusão laminar promoveu a diminuição da umidade de equilíbrio apenas para os painéis produzidos com o adesivo MUF.

O trabalho na íntegra é encontrado no link abaixo:
http://www.scielo.br/pdf/cerne/v20n1/16.pdf
           
           
Lourival Marin Mendes – Professor do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Lavras
 
Rafael Farinassi Mendes – Professor do Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Lavras
 
Thiago de Paula Protásio – Doutorando em Ciência e Tecnologia da Madeira – DCF UFLA
 
Stefânia Lima Oliveira – Doutoranda em Ciência e Tecnologia da Madeira-DCF/UFLA


Fonte: Adriele de Lima Felix - Bolsista do Polo de Excelência em florestas/ SECTES/FAPEMIG



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