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15/07/2014

Especial Copa: Conheça os países que fora dos campos disputam o mercado de celulose e papel

A Copa do Mundo de futebol no Brasil já terminou. Claro que não foi da forma que muitos brasileiros esperavam, mas terminou. Porém há algo de muito interessante para o setor de C&P.

Foto ilustrativa. (Fonte: Google)
Baseado em uma matéria da Suzano, destacamos as principais informações de alguns países que participaram do campeonato, separados por grupo, assim como foi os jogos. Veja:

Grupo A (Brasil, Croácia, México e Camarões)

Segundo dados da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) no Brasil a produção de celulose e papel utiliza basicamente o eucalipto. Os grandes avanços tecnológicos no campo permitiram que nosso país se tornasse o maior produtor mundial de celulose branqueada de eucalipto (celulose de fibra curta) e o sétimo produtor mundial de todo tipo de celulose e o décimo segundo produtor mundial de papel.

Se tratando do consumo, o Brasil utiliza aproximadamente 40 quilos por habitante/ano e produz 10,3 milhões toneladas de celulose e papel por ano.

Outro país com grande destaque na indústria é o México, que possui um total de 68 empresas produtoras de papel e celulose. Destas, 54 são produtoras de papel, 10 produzem papel e celulose e quatro fabricam apenas celulose. Croácia e Camarões têm atuação tímida nesse campo.

Grupo B (Espanha, Chile, Austrália e Holanda)

Quando o assunto é papel e celulose, o primeiro lugar é ocupado pela Austrália, que produz 1,32 milhões de toneladas de papel anualmente. No quesito exportação, a terra dos cangurus também fica em primeiro lugar, uma vez que esse mercado movimenta 123 milhões de dólares anualmente.

A Espanha ganha medalha de prata na produção de papel, uma vez que 1,3 milhões de toneladas são fabricadas a cada ano. O Chile fica com a medalha de bronze com uma produção anual de 15.600 toneladas de papel. Eles são importantes produtores na América do Sul e disputam clientes com as empresas brasileiras. Por último, na repescagem a Holanda fica com 669 mil toneladas ao ano.

Grupo C (Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão)

O destaque é o Japão que responde junto de Estados Unidos e Canadá por cerca de 47% da produção mundial de papel. Quando o assunto é consumo, o país oriental também está na liderança, junto de Alemanha e Estados Unidos, responsável por 50% do uso de papel do mundo.

A Colômbia também se destaca com produção industrial de 326.000 toneladas de papel em 2012, dos quais 88.567 foram exportados para outros países. A indústria do país tem investido em tecnologia e modernização e pretende crescer nos próximos anos.

A Grécia está na lista dos países com maior consumo per capita de papel, com 97 kg por habitante. O número chama a atenção pelo tamanho do país. Costa do Marfim tem participação tímida no mercado, com cerca 115.000 toneladas de papel exportadas anualmente.

Grupo D (Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália)

O Uruguai conta com investimentos massivos na indústria de C&P, preparando-se desde 2013 para assumir nova posição no mercado mundial. Já foram investidos US$ 2 bilhões na construção de uma fábrica que produzirá cerca de 1,3 milhão de toneladas de celulose. O projeto deve entrar em operação ainda em 2014. 

A Costa Rica vem com um exemplo sustentável. O país desenvolveu um método curioso para aproveitar melhor a banana, um dos principais produtos de exportação, para produzir papel. O engaço, parte da planta que sustenta os cachos da fruta, vira matéria-prima na produção de papéis de impressão e papéis artesanais, na proporção de 10% de engaço e 90% de aparas. 

Os ingleses tem uma participação tímida na indústria da celulose, com produção em 2013 de 200 mil toneladas – o país importou 900 mil toneladas no mesmo período.

A Itália é o terceiro país com o maior consumo da Europa, com 185 quilos por habitante. E ainda é destaque na produção do papel, ocupando o 10º lugar na lista dos maiores produtores mundiais, com 8,9 milhões toneladas anuais.

Grupo E (Suíça, França, Equador e Honduras)

O mercado de celulose da Suíça se destaca por seus campos de pesquisa e inovação. Um exemplo disso é a “supercelulose”, fibras de celulose mais fortes que o aço, desenvolvidas em parceria com a indústria alemã. Os investimentos em pesquisas do tipo têm sido cada vez mais altos, uma vez que a produção da supercelulose usa apenas água e sal.

A França também leva destaque na indústria do papel. Foi um francês, Nicolas Louis Robert, que em 1799 inventou a primeira máquina contínua de fazer papel. Anos mais tarde, em 1803, os irmãos Fourdrinier, também franceses, adquiriram a patente e aperfeiçoaram a fabricação de papel com equipamentos muito próximos dos que são utilizados hoje no processo de produção.

O Equador tem uma forte participação no quesito consumo. O país importa 104 mil toneladas de papel anualmente e ainda estuda a possibilidade de instalar fábricas de papel e celulose em seu território para suprir demandas da América Central.

Honduras tem uma participação tímida na fabricação de papel. Sua indústria produz anualmente apenas 13 mil toneladas.

Grupo F (Argentina, Bósnia e Herzegovina, Irã e Nigéria)

A Argentina leva a melhor no quesito consumo de papel. O país consome 47 quilos ao ano por habitante, enquanto aqui o número é de 40 quilos. Quando se leva em conta a quantidade de papel importado, o Irã fica em primeiro lugar com 347 mil toneladas/ano. Logo depois, a Nigéria fica com a medalha de prata com 90 mil, enquanto Bosnia e Hezergovina importa 27 mil toneladas anualmente.

Grupo G (Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos)

A Alemanha se destaca no consumo de papel, que junto com os Estados Unidos e Japão, é responsável por 50% do consumo mundial. Gana importa anualmente 39.528.000 toneladas de papel, uma vez que o país não tem uma indústria de papel e celulose consolidada. Portugal se destacou nos anos 70 junto com Brasil e Espanha por extrair celulose da fibra curta do eucalipto.

Grupo H (Bélgica, Argélia, Rússia e Coreia do Sul)

A Bélgica é um dos principais destinos de exportação da celulose produzida no Brasil. A Argélia tem uma tímida participação na indústria do papel, importando 211.091.000 toneladas de papel anualmente. Já a Rússia tem se destacado cada vez mais no mercado por investir em áreas florestais com manejo sustentável. Com isso, o país planeja aumentar sua produção de papel para 950.000 toneladas por ano. Por fim, a Coreia do Sul participa junto com a Indonésia e China de países em expansão na produção mundial de papel.


Fonte: Suzano Blog / Adaptado por CeluloseOnline



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