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30/06/2014

Casca de mamona: uma nova opção para produção de painéis aglomerados

Estudo desenvolvido na Universidade Federal de Lavras avalia o potencial do uso da casca da mamona em substituição à madeira nas indústrias de painéis particulados.

Foto Ilustrativa - Google

A crescente demanda por produtos de madeira criou uma grande pressão sobre as reservas florestais. As indústrias de painéis de madeira estão sendo confrontada com um aumento substancial dos custos de produção, particularmente a madeira de reflorestamento, bem como o aumento do custo de energia e transporte. Fato que levantou a questão de como utilizar outras plantas de rápido crescimento para atender as necessidades atuais e controlar o déficit de matéria prima nas indústrias de painéis.

Um possível substituinte da madeira em painéis é a casca de mamona, um subproduto do beneficiamento da mamona, que é produzida em larga escala na Índia, na China e no Brasil. Fato que além de suprir a demanda do setor por matéria-prima, pode ajudar na sua destinação adequada, além ainda de promover agregação de valor ao mesmo. Se atentando a esta questão, pesquisadores da Universidade Federal de Lavras desenvolveram um estudo para avaliar o potencial uso da casca de mamona como substituinte à madeira nas indústrias de painéis particulados.

Na confecção dos painéis foi utilizada madeira de pinus (Pinus oocarpa) e casca de mamona (Ricinus communis) que foram adicionados em diferentes proporções (0, 25, 50, 75 e 100%). Os painéis foram produzidos com 8% de adesivo uréia-formaldeído, 1% de emulsão de parafina, com densidade nominal de 0,70 g/cm³ e ciclo de prensagem de 8 minutos, com temperatura de 160°C e pressão de 4 MPa. Foram avaliadas as propriedades físicas e químicas das matérias primas e as propriedades físicas e mecânicas dos painéis aglomerados.

Pode-se observar que a casca de mamona tem um teor de lignina inferior ao da madeira de pinus (7,88 e 28,30%, respectivamente) e quase seis vezes mais extrativos que a mesma (30,10 e 5,20%, respectivamente). O teor de holocelulose da mamona foi inferior a do pinus (53,20 e 66,20%, respectivamente) enquanto que  o teor de cinzas foi superior (8,82 e 0,30%, respectivamente). A avaliação física dos materiais mostrou que a densidade básica da casca de mamona (0,247 g/cm³) é aproximadamente duas vezes menor que a densidade básica da madeira de pinus (0,473 g/cm³).

O acréscimo de casca de mamona na confecção dos painéis melhorou significativamente as propriedades de absorção de água e inchamento em espessura, ambos após 2 e 24 horas de imersão em água. Não houve diferença significativa com acréscimo de casca de mamona na propriedade ligação interna. Observou-se um decréscimo na propriedade Módulo de Ruptura e Módulo de Elasticidade à flexão estática com o acréscimo de 75 e 100% de casca de mamona.

Deste modo geral, pode-se concluir que o acréscimo de casca de mamona na confecção dos painéis melhorou significativamente as propriedades físicas, sendo viável a utilização de até 50 % de casca de mamona na confecção de painéis aglomerados de uso interno (incluindo mobiliários).
 
 
Danillo Wisky Silva – Mestrando em Ciência e Tecnologia da Madeira
Mario Vanoli Scatolino – Mestrando em Ciência e Tecnologia da Madeira
Rafael Farinassi Mendes – Doutor em Ciência e Tecnologia da Madeira
Lourival Marin Mendes – Professor Adjunto do Dep. de Ciências Florestais

Mais informações desse trabalho serão disponibilizadas posteriormente.


Fonte: Adriele de Lima Felix - Bolsista do Polo de Excelência em florestas/ SECTES/FAPEMIG



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Comentário(s) (1)


Roberval Domingues disse:

30/09/2014 às 15:50

Gostaria de saber se este trabalho foi baseado num publicado no congresso brasileiro de plantas oleagenosas? Pois aparentemente é igual.

Att.

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